Novo Bolsa Família já põe mais da metade dos contratados no mercado formal

Segundo Wellington Dias, 58,6% das vagas formais em fevereiro foram

ocupadas por inscritos no CadÚnico

por  Barbara Luz

Publicado 15/04/2025 13:05 | Editado 15/04/2025 19:31

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome | Foto: Diego Campos / Secom-PR
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate
à Fome, Wellington Dias, afirmou durante entrevista ao programa “Bom
Dia, Ministro”, nesta terça-feira (15), que pessoas inscritas no Cadastro
Único (CadÚnico) ocuparam 58,6% das 432 mil vagas formais de
trabalho geradas em fevereiro no Brasil.

Para ele, esse resultado é reflexo direto das mudanças no Bolsa Família
implantadas desde a retomada do programa em 2023. “O presidente fez
uma profunda mudança em um critério: quando alguém assina a carteira
de trabalho, isso não é motivo por si só para cancelar o benefício. Na
verdade, o objetivo é ajudar a pessoa a alcançar a superação da
pobreza”, afirmou.
Dias explicou que o medo de perder o benefício impedia que muitos
trabalhadores formalizassem o vínculo empregatício. “Antes, o
beneficiário tinha medo, porque quando alcançava determinada renda,
saía do programa e, se perdia lá na frente o emprego, tinha uma fila do
tamanho do mundo, o que também alteramos”.
Atualmente, o beneficiário só deixa o programa quando a renda
ultrapassa os limites que caracterizam a superação de patamares da
pobreza. Se perder a renda, ele retorna automaticamente ao Bolsa
Família. “O sazonal, aquela pessoa que trabalha um mês e ganha,
muitas vezes, um salário elevado, de primeiro saía só por conta do
salário daquele mês. Agora, a gente divide esse salário por 12 meses.
Pegamos a média da renda do ano e, a partir daí, definimos a renda por
pessoa da família”, explicou o ministro.
Outra mudança importante foi a criação da Regra de Proteção, que
permite aos beneficiários permanecerem no programa por até dois anos
após conseguir emprego formal ou aumento de renda. Nessa condição, a
família recebe metade do valor do repasse original. Atualmente, mais de
três milhões de famílias estão nessa situação.
Dias também anunciou o início dos repasses de abril do Bolsa Família,
com a liberação de cerca de R$ 14 bilhões. O pagamento foi unificado
para estados e municípios em situação de emergência ou calamidade
reconhecida pelo Governo Federal, como é o caso dos 615 mil
beneficiários nos 497 municípios do Rio Grande do Sul. “Um pagamento
diferenciado para aqueles estados onde temos municípios em
emergência, calamidade em razão de enchentes ou seca”, ressaltou.
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com agências

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