Comissão atrela aprovação da isenção do IR ao aumento de vagas para deputado

Em troca de aprovar o projeto, os parlamentares agora não só resistem em
compensar a medida com o imposto maior para os mais ricos, mas também
fazem novas exigências
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso aprovou, na quinta-feira
(12), uma proposta do governo federal que viabiliza a votação do projeto que
isenta o pagamento do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e
prevê desconto até R$ 7 mil.
Contudo, parlamentares incluíram na matéria dois “jabutis” (jargão político dado
a trechos colocados em projetos que não têm relação com o tema) que atrelaram
no mesmo projeto o aumento de vagas na Câmara dos Deputados e o retorno do
chamado orçamento secreto.
O objetivo central da matéria era somente alterar a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) para que, quando o projeto principal do IR for votado, seja
válido definitivamente e não cinco anos como estabelece a atual legislação.
A inclusão dos “jabutis” soa como uma chantagem. Em troca de aprovar o projeto
de aprovar a isenção, os parlamentares agora não só resistem em compensar a
medida com o imposto maior para os mais ricos, mas também fazem novas
exigências.
Isso demonstra que o governo terá uma batalha pela frente para beneficiar 10
milhões de pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. Outros 5 milhões, que
ganham entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, terão redução no valor pago.
Para fechar a conta, com justiça tributária sem aumento de arrecadação, o
projeto propõe a taxação de apenas 141 mil pessoas que recebem mais de R$ 50
mil por mês ou R$ 600 mil por ano.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que a medida representa uma
renúncia fiscal de aproximadamente R$ 30 bilhões, valor que será compensado
com a tributação mais justa da camada mais rica da população.
“Nós descobrimos 141 mil brasileiros que têm uma renda superior a R$ 600 mil,
mas na verdade a gente está pegando na faixa de R$ 1 milhão. O cara que tem
R$ 1 milhão de renda anual e não paga nem 10% de Imposto de Renda, que é
alíquota que uma professora de escola pública paga”, lembrou.

Fonte: Portal Vermelho

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