Economia cresce, inflação cai e mercado refaz projeções

Atividade econômica avança 0,2% e inflação desacelera para 0,26% em
abril. Cenário positivo leva setor financeiro a novamente recalibrar

projeções do PIB para 2,2% em 2025

por  Priscila Lobregatte

Publicado 16/06/2025 14:58 | Editado 16/06/2025 15:12

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Contrariando mais uma vez o pessimismo do mercado, a atividade
econômica brasileira teve nova alta, de 0,2% em abril, fechando o quarto
mês consecutivo de avanço. No acumulado do ano, o indicador cresceu

3,5% e, em 12 meses, 4%. Quando comparado a abril do ano passado, o
aumento foi 2,5%. Os dados fazem parte do Índice de Atividade
Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgados nesta segunda-feira
(16).
Outra informação relevante desse início de semana foi a desaceleração
da inflação, que fechou maio em 0,26%, ante 0,46% em abril. No
acumulado em 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor
Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), soma 5,32%.
Os dados positivos que vêm marcando a economia brasileira também
fizeram com que, mais uma vez, o Boletim Focus, do Banco Central,
trouxesse nova revisão de expectativas do setor financeiro na edição
desta segunda (16).
Pela segunda semana seguida, a evolução do Produto Interno Bruto
(PIB) foi reavaliada — e novamente, ficou acima do projetado
anteriormente. Se há uma semana a expectativa de crescimento para
2025 era de 2,18%, agora passou para 2,20%.
Há quatro semanas, a expectativa de crescimento estava em 2,02%.
Para 2026, espera-se um PIB de 1,83% e de 2% em 2027.
Boa parte do resultado alcançado agora diz respeito ao crescimento da
agropecuária, que contribuiu para um avanço de 1,4% da economia no
primeiro trimestre deste ano. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O
resultado representa o quarto ano seguido de crescimento.
O mercado também reconsiderou sua projeção inflacionária. A estimativa
para o IPCA é de 5,25% para este ano; há uma semana, o índice
projetado era de 5,44%. Para 2026 e 2027, as projeções permanecem
estáveis, em 4,5% e 4%, respectivamente.

Fonte: Vermelho

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