Atos reúnem milhares em todo o país em defesa da soberania e sem anistia

As manifestações do 7 de Setembro do Povo foram organizadas pelas
centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e o 31º

Grito dos Excluídos e Excluídas

por  Iram Alfaia

Publicado 07/09/2025 18:10 | Editado 07/09/2025 18:11

(Fotos: Divulgação/CUT)
Sob a palavra de ordem “Sem anistia, sem perdão, eu quero ver
Bolsonaro na prisão!”, manifestantes lotaram neste domingo (7) a
Praça da República, em São Paulo, para defender a democracia, a
soberania nacional e a punição para os condenados pela tentativa de
golpe de Estado. Outras 35 cidades brasileiras também realizaram
manifestações.
Os atos do 7 de Setembro do Povo foram organizados pelas centrais
sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, e o 31º Grito
dos Excluídos e Excluídas.

Além da soberania e sem anistia, os manifestantes defenderam o
Plebiscito Popular 2025 pelo fim da escala da 6×1, aprovação da
isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a
taxação dos super-ricos.
Eles se posicionaram contra as agressões do governo norte-
americano de Donald Trump ao Brasil. Estimulado pelo filho 03 de Jair
Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que quer livrar o
pai da prisão, Trump impôs um tarifaço ao país prejudicando
empresas e empregos dos brasileiros.
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de sem anistia
Outra preocupação é o projeto de lei articulado por aliados de
Bolsonaro na Câmara para promover uma anistia ampla e irrestrita
aos condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos
golpistas no 8 de janeiro, cujo objetivo é livrar Bolsonaro da prisão. O
ex-presidente pode ser condenado já na próxima semana em
julgamento no Supremo.
“O Brasil não é colônia, jamais será colônia. Há 203 anos, nas margens
do Ipiranga, ecoava o brado retumbante de um povo que não
aceitava a condição de submissão a Portugal. O grito de liberdade,
independência ou morte, espraiou por todo o Brasil e segue atual”,
disse o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil (CTB), Adilson Araújo.
O dirigente sindical também levantou outras demandas dos
trabalhadores. “As empresas estão lucrando desavergonhadamente.
É preciso reduzir a jornada de trabalho para gerar mais empregos. Ao
mesmo tempo em que isentamos até R$ 5 mil no Imposto de Renda,
temos que enfrentar o demônio da escala 6×1”, disse.

Praça da República lotada
“Nós vamos ter uma reunião com a secretária-geral da Organização
Mundial do Comércio, a OMC, para levar relatório sobre as
consequências do tarifaço criminoso do Trump ao Brasil e como
ameaça o sistema produtivo do nosso país e o emprego da classe
trabalhadora”, avisa o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre.
Manifestações pelo Brasil

Ato em Recife
Em Brasília, milhares de pessoas compareceram ao ato na Praça
Zumbi dos Palmares com o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema
“Cuidar da casa comum e da democracia”.
No Rio de Janeiro a concentração foi na Uruguaiana com Presidente
Vargas. “Quem manda no Brasil é o povo brasileiro” foi tema da
manifestação do 31º Grito dos Excluídos.
Movimentos Sociais realizaram ato na 7 de Setembro, em Belo
Horizonte, para defender a soberania nacional e contra a anistia para
golpistas.
Em Fortaleza, a população marcou presença na passeata do Grito dos
Excluídos. A concentração começou na Praça da Paz Dom Hélder
Câmara de onde os participantes seguiram em caminhada até a
Comunidade Raízes da Praia, local simbólico escolhido por ser área
destinada à instalação da usina de dessalinização da Praia do Futuro,
empreendimento que, segundo os organizadores, ameaça famílias e
o meio ambiente.
No Recife milhares de pessoas ocuparam ruas e avenidas do centro
da capital, transformando a data em ato político pela democracia,
liberdade e soberania. Com bandeiras do Brasil, cartazes e palavras

de ordem, manifestantes reforçaram pautas como o repúdio à anistia
de golpistas, o fim da escala 6×1 de trabalho e a defesa do patrimônio
nacional.

Fonte: Vermelho

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