Centrais sindicais promovem Plenária Nacional da Classe Trabalhadora

Objetivo da mobilização é atualizar a Agenda da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat 2022. Haverá uma marcha até a Esplanada dos Ministérios chamando atenção contra os juros altos.

Com o lema “22 de Maio por Mais Direitos”, as centrais sindicais
promovem nesta quarta-feira (22), em Brasília, a Plenária Nacional da
Classe Trabalhadora. A concentração será às 8 horas, no
estacionamento entre a Torre de TV e a Funarte, no Eixo Monumental.
De lá, os sindicalistas marcharão até a Esplanada dos Ministérios.
O objetivo da mobilização é atualizar a Agenda da Classe Trabalhadora,
que foi aprovada há dois anos, na 3ª Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora (Conclat 2022).
“O movimento sindical entende que o governo tem uma agenda positiva
para os trabalhadores, que se soma a projetos estratégicos como o PAC
(Programa de aceleração do Crescimento) e à NIB (Nova Indústria
Brasil)”, diz Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). “Mas os trabalhadores não
sentiram essas conquistas – e não vão sentir enquanto houver juros
altos, arcabouço fiscal e déficit zero.”
Adilson responsabiliza especialmente o presidente do Banco Central,
Roberto Campos Neto, pelos obstáculos à Agenda da Classe
Trabalhadora. “Esse conservadorismo patrocinado por Campos Neto
colide com o nosso objetivo – que é um novo projeto nacional de
desenvolvimento.”
Outra pauta que emergiu neste período foi a solidariedade às vítimas das
enchentes históricas no Rio Grande do Sul, que provocaram 161 mortes.
As centrais cobram “medidas de proteção e amparo” aos trabalhadores.
Além da CTB, convocam o ato CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros),
CUT (Central Única dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical de
Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores),
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora e Pública Central do
Servidor.
Veja a pauta-base que será debatida na Plenária Nacional da Classe
Trabalhadora:
 Pela reconstrução do estado do Rio Grande do Sul e por medidas
de proteção e amparo a seus trabalhadores e trabalhadoras;
 Educação: Revogação do Novo Ensino Médio;
 Valorização do Serviço Público: Contra a PEC 32/Reforma
Administrativa;
 Em defesa da Convenção 151/defesa da negociação coletiva;
 Trabalho decente: redução da jornada de trabalho e empregos
decentes;
 Salário igual para trabalho igual – Em defesa da lei de igualdade
salarial entre homens e mulheres;

 Reforma agrária e alimento no prato!
 Menos impostos para trabalhadores: juros baixos e correção da
tabela de imposto de renda;
 Valorização do salário mínimo e das aposentadorias;
 Transição justa e ecológica em defesa da vida;
 Em defesa do PLC 12/24, por Direitos dos Motoristas por
Aplicativos.

Fonte: Vermelho

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