Flávio Dino e Polícias se manifestam sobre vandalismo bolsonarista no DF

Próximo delegado da PF e futuro ministro da Justiça mostram estar
articulados com a Segurança Pública do DF para garantir segurança do

presidente Lula e conter distúrbios.

Em entrevista coletiva convocada próximo da meia-noite desta segunda-
feira (12), o senador eleito Flávio Dino (PSB), anunciado como futuro
ministro da Justiça do governo Lula, se manifestou sobre os atos de
vandalismo de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), que ocorreram em
Brasília. Ao lado do próximo delegado da Polícia Federal, Andrei
Rodrigues, e do secretário e Segurança Pública do DF, Julio Ferreira, ele
afirmou que as medidas de responsabilização jurídica prosseguirão, nos
termos da lei.
Flávio Dino garantiu que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva não
foi exposto a risco. Ele chegou a afirmar que “não haverá passo atrás
após violência de bolsonaristas”. “O Estado Democrático de direito tem
dever de agir”, declarou.
Um grupo de manifestantes bolsonaristas queimou carros, ônibus e
tentou invadir a sede da Polícia Federal, em Brasília, após a prisão de
um indígena que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL). Após os
ataques à PF, a segurança no hotel em que Lula está hospedado foi
reforçada.
O vandalismo com imagens de terrorismo sem precedentes no Distrito
Federal, começaram no dia em que houve a cerimônia de diplomação do
presidente eleito, que é confirmado no cargo, podendo assumir a partir
do dia 1o. de janeiro. Na entrevista, foi dito que os distúrbios já foram
controlados pela polícia.
Ele criticou as pessoas que difundem “histórias fantasiosas” sobre a
integridade física do presidente Lula. Segundo ele, em nenhum
momento, a segurança do presidente foi colocada em risco. Ele,
inclusive, mencionou que há semanas vem trabalhando com o governo
do Distrito Federal, e que o governador Ibanez Rocha vem colaborando
integralmente com sua Segurança Público para os eventos de posse.
Investigações e prisões
Os ataques começaram depois que o presidente do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, determinou a prisão
temporária do cacique José Acácio Serere Xavante, pelo prazo de 10
dias, por suspeita de ameaça de agressão e de perseguição contra o
presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio Dino salientou que
há pessoas confundindo liberdade de expressão com práticas
criminosas. “Essa confusão, de uma vez por todas, tem que cessar”,
exclamou.

O senador já havia se manifestado, ainda esta noite, nas redes sociais
qualificando de “inaceitáveis” a depredação e a tentativa de invasão do
prédio da Polícia Federal em Brasília. “Ordens judiciais devem ser
cumpridas pela Polícia Federal. Os que se considerarem prejudicados
devem oferecer os recursos cabíveis, jamais praticar violência política”,
disse ele.
“Temos dialogado com o GDF, a quem compete a garantia da ordem
pública em Brasília, atingida por arruaças políticas. A segurança do
presidente Lula está garantida”, disse nas redes sociais, e reafirmou
durante a entrevista.
O futuro ministro da Justiça disse que ainda é cedo para dizer da
dimensão da articulação para os atos ocorridos, nesta tarde. Mas,
segundo ele, a Polícia Federal vai apurar as responsabilidades e
eventuais intencionalidades por trás dos atentados.
Em entrevista à CNN, o senador Randolfe Rodrigues (PSB) disse que o
primeiro ato terrorista aconteceu à tarde, “quando o Palácio do Alvorada
foi ocupado sob autorização do atual presidente (…) inclusive com a
atual primeira-dama, a senhora Michelle Bolsonaro, distribuindo
quentinhas para aqueles que estavam ocupando o Palácio da Alvorada”.
Outros parlamentares bolsonaristas se expressaram nas redes sociais
em estímulo e defesa das manifestações, atacando a Justiça Eleitoral.
“As medidas de responsabilização que foram adotadas hoje, e as que
serão adotadas doravante, irão prosseguir. Não há nenhuma hipótese de
haver passos atrás na garantia da lei e da ordem pública, em razão da
violência. O Estado Democrático de Direito tem mais que o direito, tem o
dever de agir”, enfatizou.
Os demais gestores reafirmaram o que Flávio Dino havia dito. O
secretário de governo, Júlio Ferreira, disse que está trabalhando em
integração com os organismos federais e a equipe de transição para
cumprir “sua missão” de garantir a segurança dos cidadãos das
autoridades e a ordem pública. Ele disse que a polícia está nas ruas,
restabeleceu a ordem pública e trabalha para responsabilizar os
envolvidos.
Flávio Dino disse que a polícia está tendo o cuidado de “separar o joio do
trigo”, pois apenas uma minoria dos manifestantes teriam se envolvido no
vandalismo. Júlio, por sua vez, questionado sobre o envolvimento de
acampados no perímetro do Quartel General das Forças Armadas, ele
explicou que a segurança da área é jurisdição dos militares.

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