Lideranças culpam Bolsonaro pela invasão de garimpeiros no rio Madeira.

Diversas lideranças políticas no país responsabilizam o presidente pelo incentivo do garimpo ilegal na região amazônica.

Há mais de 15 dias, garimpeiros ilegais invadiram o rio Madeira em centenas de balsas em Autazes, a 113 quilômetros de Manaus (AM).  As imagens das balsas de dragagem mostram as máquinas em plena atividade, extraindo ouro do fundo do rio e causando danos ao meio ambiente e à saúde de populações tradicionais, a partir da contaminação do rio.

Até esta quarta-feira (24) não houve ação de órgãos de fiscalização e o Ministério Público recomendou adoção emergencial de ação coordenada para reprimir e desarticular o garimpo ilegal de ouro na calha do rio Madeira e afluentes na região.

Segundo a recomendação do órgão, as instituições federais e estaduais devem atuar de forma integrada para a ação. O prazo é de 30 dias.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), Bolsonaro é responsável pela atuação ilegal dos garimpeiros, que se sentem estimulados pelo discurso encabeçado pelo governo atual.

“O rio Madeira virou terra sem lei para bandoleiros do garimpo ilegal, incentivados por Bolsonaro, para saquear, poluir as águas, derrubar a floresta e levar a morte aos territórios indígenas. Isso é parte do genocídio dos povos originários do qual o governo é partícipe”, destacou.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) também condenou a invasão no rio Madeira. “Mais um crime ambiental! Ilegalmente, o garimpo ocupou o rio Madeira com mais de 600 balsas. Uma ação organizada que só existe por falta de fiscalização. O Estado, que deveria cuidar da Amazônia, abre espaço para boiada passar. O que esperar de um governo que tem como aliados os madeireiros, garimpeiros e grileiros?”, disse. 

A ex-deputada Manuela D´Ávila (PCdoB), candidata a vice-presidente na chapa com Fernando Haddad (PT) em 2018, destacou que a situação ambiental do Brasil é dramática e isso tudo é parte do projeto genocida de Bolsonaro.

“Mais um gravíssimo crime ambiental na conta de Bolsonaro. A crise ambiental definitivamente é um projeto de governo”, reagiu o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Na avaliação de Marina Silva (Rede), que também disputou as eleições presidenciais de 2018, trata-se de uma situação fora do controle. “É uma expressão do que a atitude conivente do próprio presidente Bolsonaro autoriza: o crime ambiental de várias modalidades”, criticou.

O líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), diz que o meio ambiente está em alto risco. “Em áudio, criminosos falam em montar um ‘paredão’ de balsas contra fiscalização. ABSURDO! Cenas do Brasil do governo Bolsonaro e seu projeto de destruição”, escreveu no Twitter.

“Que providências a Polícia Federal e o Ibama tomam para combater o garimpo ilegal no rio Madeira, considerando a denúncia noticiada? O prejuízo socioambiental entre 2019 e 2020 atinge 30 bilhões. Solicitamos formalmente informações aos dois órgãos”, postou na rede social o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) também culpou o presidente. “Mais um crime ambiental de Bolsonaro. Garimpo ilegal de ouro no rio Madeira é escancarado, governo não faz nada, ajudem a denunciar ao Ministério Público”, protestou.

MPF

O MPF cobra providências do Exército, por meio do Comando Militar da Amazônia; da Superintendência da Polícia Federal no Amazonas; da Agência Fluvial de Itacoatiara, unidade da Marinha encarregada do rio Madeira; do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da superintendência da Agência Nacional da Mineração (ANM) no Amazonas.

Os órgãos devem, segundo o MPF, identificar a autuar o garimpo irregular em operação ou com sinais de operação na calha do Madeira ou de afluentes, além de adotar medidas para que as atividades ilícitas sejam interrompidas. Se necessário, diz a recomendação, os “instrumentos do crime” devem ser destruídos.

Fonte: Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *