Lula participará de ato em defesa da reforma agrária no Sul de Minas

Presidente estará na sexta (7) no Acampamento Quilombo Campo
Grande para entregar 12.297 lotes em 138 assentamentos e assinar

decretos de desapropriação por interesse social, por  Murilo da Silva.

 

O presidente Lula participa nesta sexta-feira (7) do Ato Nacional em
Defesa da Reforma Agrária no Acampamento Quilombo Campo Grande,
em Campo do Meio (MG). Na oportunidade, o governo entregará 12.297
lotes em 138 assentamentos, totalizando 385 mil hectares espalhados
em 24 estados do país no âmbito do  programa Terra da Gente  – que visa
incluir 295 mil famílias ao Programa Nacional de Reforma Agrária.
No evento que irá acontecer na Escola Popular de Agroecologia Eduardo
Galeano ainda serão assinados decretos de desapropriação por
interesse social, portarias de criação de projetos de assentamento,
contrato de renegociação de dívidas por meio do  Desenrola Rural  com
assentados da reforma agrária, além de entregas do Programa Nacional
de Crédito Fundiário (PNCF) e Títulos de Domínio.
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Desenrola Rural
A previsão de chegada de Lula ao acampamento do MST (Movimento
dos Trabalhadores Rurais sem Terra) no Sul de Minas é por volta das 11
horas. Com a visita e os anúncios, o presidente cumpre o  compromisso
firmado em janeiro desse ano , quando recebeu comitiva do movimento
que levou reivindicações referentes a uma pauta apresentada em  agosto
de 2024  com a finalidade de propor avanços na reforma agrária.
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA),
Paulo Teixeira, estará no evento. A expectativa do MST é de que cerca
de 5 mil pessoas participem do ato.
Quilombo Campo Grande
Como destaca o MST, há 27 anos o Quilombo Campo Grande resiste.
Ocupado desde 1998, a área era parte da massa falida da Usina
Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A.
Hoje o local conta com 459 famílias divididas em onze acampamentos
(Betim, Campos das Flores, Chico Mendes, Fome Zero, Girassol, Irmã
Dorothy Resistência, Rosa Luxemburgo, Sidney Dias, Tiradentes e
Vitória da Conquista) em duas fazendas onde se produz diversas
culturas com destaque para a produção cooperada do Café Guaií.
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Ao longo dos mais de vinte anos, o Quilombo sofreu com 11 tentativas de
reintegração de posse. Na última delas, em 2020, a Escola Popular de
Agroecologia Eduardo Galeano, que funcionava desde 2015, foi

destruída. Em um mutirão a escola que receberá o presidente Lula foi
reconstruída em 2023.
Entre as entregas que serão feitas, o decreto presidencial permitirá ao
Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) iniciar os
procedimentos para a criação do Assentamento Quilombo Campo
Grande. Além desse acampamento, outros seis locais receberão o
decreto para desapropriação em áreas que somadas atingem mais de 13
mil hectares em Minas Gerais, Pará, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Fonte: Vermelho

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