“Ousadia criminosa”, diz Alexandre de Moraes em decisão contra Bolsonaro

Ministro do STF afirma que Jair e Eduardo Bolsonaro confessaram crimes ao
articularem sanções com os EUA para pressionar o Supremo.
Na decisão que impôs medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, o ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como
"ousadia criminosa" as ações do ex-presidente e de seu filho, o deputado federal
licenciado Eduardo Bolsonaro.
O ministro afirmou que pai e filho praticaram "claros e expressos atos
executórios" e apresentaram "flagrantes confissões" de condutas criminosas. As
ações investigadas incluem articulações com o governo dos Estados Unidos para a
imposição de sanções contra autoridades brasileiras, com o objetivo de pressionar
o Supremo Tribunal Federal.
"A ousadia criminosa parece não ter limites, com as diversas postagens em redes
sociais e declarações na imprensa atentatórias à Soberania Nacional e à
independência do Poder Judiciário", escreveu Moraes.
A decisão aponta que os investigados atuaram para induzir, instigar e auxiliar o
governo norte-americano a adotar atos hostis contra o Brasil, buscando
influenciar diretamente o STF para obter o arquivamento ou extinção da Ação
Penal 2.668.
O ministro também registrou que Jair Bolsonaro divulgou, em suas redes sociais,
postagens e vídeos de apoio do então presidente dos Estados Unidos, incluindo
manifestações críticas ao Supremo e à Justiça brasileira. Uma dessas publicações
ocorreu no dia 11 de julho de 2025, quando Bolsonaro compartilhou vídeo de
entrevista do presidente americano com duras declarações contra o sistema
judicial brasileiro.
Para Moraes, as evidências mostram uma tentativa orquestrada de "submissão do
funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América", o
que representa, segundo ele, uma grave violação à soberania nacional e à
independência do Judiciário.

Fonte: Congresso em Foco

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