TSE retoma julgamento de Bolsonaro por abuso do poder político

O ex-presidente é acusado de usar as comemoraçõs do bicentenário da
Independência para montar um grande comício em promoção à sua

candidatura

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai retomar nesta segunda-feira (21)
o julgamento contra a o então candidato Bolsonaro e o vice na chapa
dele, general Braga Netto, por abuso de poder político e econômico
praticado nas comemorações do bicentenário da Independência, ocorrido
no 7 de setembro do ano passado.
Os governadores Ibaneis Rocha (DF) e Cláudio Castro (Rio) serão
ouvidos como testemunha. Além deles, estão na lista de depoentes o
senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, e Paulo Sérgio
Nogueira, ex-ministro da Defesa. O ex-deputado Daniel Silveira também
vai depor.
Os eventos custaram em torno de R$ 3,3 milhões aos cofres públicos. De
acordo com o PDT, autor da ação, Bolsonaro se valeu de milhões
aplicados na estrutura do evento para montar um grande comício em
promoção à sua candidatura.

“É onde mora o abuso de poder econômico”, diz a sigla destacando que
os gastos como toda estrutura do evento representaram um valor de
247% maior do que gasto na mesma data de 2019.
O PDT alegou que o então presidente desviou a finalidade dos eventos
para fazer campanha eleitoral indevida, se valendo do erário e da
máquina pública.
“O desvio de finalidade e o abuso político também restam patentes
quando se observa a entrevista concedida pelo primeiro Investigado
[Bolsonaro] à TV Brasil […], em prol de sua candidatura, especificamente
quando reverbera diversos atos que são utilizados em sua propaganda
eleitoral, no que se reforça a utilização da máquina pública em benefício
da sua candidatura”, diz um trecho da Ação de Investigação Judicial
Eleitoral (Aije).
“O Senhor Jair Messias Bolsonaro, ao promover ato de campanha no
desfile cívico do dia 07/09/2022, utilizando-se de seu poder político,
beneficiou-se sobremodo da conduta ilícita, pois auferiu dividendos
eleitorais através da realização e difusão do ato ora questionado, de
modo a abalar a normalidade e a legitimidade do pleito”, afirmou o
partido.
Fonte: Vermelho

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