Líderes na Câmara barram pautas bolsonaristas de anistia e foro privilegiado

Na semana passada, os deputados da extrema direita tentaram
pautar à força esses dois projetos em protesto à prisão domiciliar de

Jair Bolsonaro

por  Iram Alfaia

Publicado 12/08/2025 19:33 | Editado 13/08/2025 07:51

Renildo Calheiros na reunião de líderes (Foto: Richard Silva/PCdoB na
Câmara)
A reunião de líderes da Câmara dos Deputados desta terça-feira (12)
deixou fora da pauta de votação os projetos de anistia aos
condenados pela tentativa de golpe de Estado no 8 de janeiro e o que
altera o foro por prerrogativas de função, o chamado foro
privilegiado.
Na semana passada, os deputados da extrema direita tentaram votar
a força esses dois projetos em protesto à prisão domiciliar de Jair
Bolsonaro.

Além de terem suas demandas barradas, 14 bolsonaristas devem ser
punidos com suspensão de mandatos por realizarem motim e
ocuparem a Mesa do plenário a fim de evitar a realização de sessões.
“Mantivemos a decisão de não votar a proposta que altera o foro por
prerrogativa de função, o chamado foro privilegiado, nem o projeto
que concede anistia aos acusados de tentativa de golpe de Estado em
8 de janeiro. Foi muito grave o que aconteceu na semana passada no
parlamento. Não podíamos permitir que a pauta da chantagem
ganhasse força”, avalia o líder do PCdoB na Câmara, Renildo Calheiros
(PE).
Para o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), não vai ter anistia nem fim do
foro privilegiado para “salvar a cara do Bolsonaro.”
“A pauta da chantagem não prosperou na reunião do colégio de
líderes. Vamos seguir na luta para punir os sequestradores do
parlamento e para aprovação imediata da isenção de IR [Imposto de
Renda] até R$ 5 mil!”, defende.
Adultização infantil
Por outro lado, a maioria dos líderes apoiou a iniciativa do presidente
da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de votar um projeto para
proteger crianças e adolescentes de abusos nas redes sociais.
Para isso, foi criado um grupo de trabalho para apresentar, em até 30
dias, um projeto de lei voltado ao combate à adultização infantil.
Essa pauta surgiu um dia depois da denúncia do youtuber Felipe
Bressanim, conhecido como Felca, expor os casos de exploração de
menores em conteúdos na internet.
“Na próxima quarta-feira (20), nós iremos realizar uma Comissão
Geral no plenário desta Casa para que todos os parlamentares e
também convidados sugeridos pelos nossos partidos políticos aqui
representados possam fazer aqui um amplo debate. Que nós
possamos fazer uma ampla discussão acerca desse tema que é tão
importante para o nosso país. É inadiável essa discussão e, mais
ainda, o posicionamento desta Casa acerca desse tema”, defende
Motta.

Fonte: Vermelho

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