Brasil tem recorde de investimentos estrangeiros em 2024

Valor foi de US$ 1,141 trilhão, o que representa quase a metade do
PIB. Entre os principais setores estão os de serviços financeiros e

eletricidade e extração de petróleo

por  Priscila Lobregatte

Publicado 27/09/2025 15:47

Foto: reprodução/Canva
O Brasil fechou 2024 com recorde de investimento estrangeiro, que
somou US$ 1,141 trilhão, valor que representa quase a metade,
46,6%, do Produto Interno Bruto. A informação compõe o Censo de
Capitais Estrangeiros, divulgado pelo BC nesta sexta-feira (26), em
Brasília.
A série histórica, iniciada em 1995, o percentual de investimento
direto estrangeiro era de 6% do PIB. Em 2000, passou para 17,1%,
alcançando 25,2% em 2010.
O valor obtido é dividido em duas partes: US$ 884,8 bilhões são
participação no capital social de empresas, ou seja, sócios; os demais
US$ 256,4 bilhões são operações intercompanhia, isto é, empréstimos
entre empresas.
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Segundo ele, dentre os principais setores, que somam 40% dos
investimentos, estão os de serviços financeiros (22%); eletricidade e
extração de petróleo (8%); comércio, exceto veículos (7%) e
eletricidade, gás e outras utilidades (5%).
“O mais importante é o caráter tipicamente produtivo desse
investimento direto, aumentando capacidade instalada no país,

contribuindo para crescimento de produtividade”, avalia o chefe do
Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.
Ele pondera que apesar do recorde em relação ao PIB, em termos
absolutos, o estoque de investimento direto no país era maior ao fim
de 2023, marcando US$ 1,3 trilhão.
A maior parte dos investimentos estrangeiros diretos — considerando
o país controlador do investimento estrangeiro, o que desconsidera
se havia subsidiárias ou paraísos fiscais pelo caminho — tem como
primeiro colocado os Estados Unidos, com US$ 232,8 bilhões (26% do
total). Na sequência estão a França, com US$ 69,3 bi (8%); o Uruguai,
com US$ 58,4 bi (7%); a Espanha, US$ 50,0 bi (6%) e os Países Baixos,
US$ 48,6 bi (5%).
Se levados em consideração os paraísos ficais ou onde as empresas
têm subsidiárias, a lista inclui Luxemburgo como quinto colocado
(com US$ 145 bilhões) e as Ilhas Cayman (US$ 20,7 bi) em décimo.

Com informações da Agência Brasil

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