Com 5ª revisão seguida do mercado, previsão da inflação cai para 5,5% em 2025
Segundo estimativa do sistema financeiro trazida pelo Boletim Focus,
inflação é revista para baixo e PIB para cima: perspectiva é de
crescimento econômico de 2,02%, por Priscila Lobregatte.
Publicado 19/05/2025 12:51 | Editado 19/05/2025 13:15
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pela quinta semana seguida, o mercado reduziu a estimativa de inflação
do Brasil, que passou de 5,51% para 5,50% em 2025, segundo o Boletim
Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (19). Já a
projeção de crescimento da economia subiu de 2% para 2,02%.
A inflação oficial fechou o mês de abril em 0,43%, pressionada
principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos.
No entanto, o resultado mostra desaceleração pelo segundo mês
seguido, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
ter registrado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março. No acumulado em
12 meses, o IPCA é de 5,53%.
Para 2026, a projeção apontada pelo Focus é de 4,5%, mantendo-se
estável. Para os próximos anos, as previsões também ficaram as
mesmas: 4% para 2027 e 3,8% para 2028.
Aumento do PIB
Quanto ao crescimento da economia, o mercado projeta, de acordo com
o Boletim Focus, que o PIB em 2026 será 1,7%, passando a 2% para
2027 e 2028.
No que diz respeito à taxa básica de juros (Selic), a estimativa do
mercado financeiro é que encerre o ano no atual e elevado patamar de
14,75%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central no dia 7 de maio.
A ata não deixou claro o que deve ocorrer na próxima reunião, marcada
para os dias 17 e 18 junho. Apenas indicou que o “clima de incerteza”
permanece alto e exigirá “prudência” da autoridade monetária.
Para o fim de 2026, a previsão é de que a taxa básica caia para 12,5%
ao ano. Para 2027 e 2028, a estimativa é que volte a diminuir, passando
para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
O Focus traz, ainda, previsões para o dólar — que caiu de R$ 5,85 para
R$ 5,82 para o final deste ano —, da balança comercial — que ficou
estável em US$ 75 bilhões de superávit — e para os investimentos
estrangeiros — que continuam em US$ 70 bilhões em 2025.
Com agências

