Economia aquecida eleva serviços a maior patamar desde 2015
Desemprego em 6,1% e recorde de R$ 332,7 bilhões impulsionam o
setor. Melhorias no mercado de trabalho e no nível de renda explicam os
números.
O setor de serviços prestados às famílias no Brasil alcançou no ano
passado o maior patamar desde fevereiro de 2015, impulsionado pela
redução do desemprego e pelo aumento do rendimento médio das
famílias. Dados apresentados nesta quarta-feira (15) pela Pesquisa
Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, destacam que o segmento cresceu
1,7% em novembro na comparação com outubro, mantendo uma
sequência de altas ao longo do ano.
Segundo Rodrigo Lobo, gerente de pesquisa, a expansão é reflexo de
uma melhoria no mercado de trabalho e no poder de compra dos
brasileiros. “A maior frequência e intensidades das taxas desse setor no
ano de 2024 podem estar atreladas a melhorias no mercado de trabalho
e no nível de renda, fazendo com que mais pessoas estejam podendo
consumir serviços como restaurantes, hospedagens, academias, shows,
etc., avalia.
Em novembro, a taxa de desocupação caiu para 6,1%, menor índice da
série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
Contínua iniciada em 2012, enquanto o rendimento médio alcançou R$
3.285, representando um aumento de 3,4% em relação ao mesmo
período de 2023.
Setor supera crise, mas ainda abaixo do pico histórico
No acumulado de maio a novembro de 2024, os serviços prestados às
famílias registraram alta de 6,7%, superando a marca de 2023 (6,6%) e
atingindo o maior nível desde 2015. Contudo, o segmento ainda se
encontra 5, 7% abaixo do pico registrado em maio de 2014, ano anterior
ao início da recessão econômica no país.
Atividades como restaurantes, academias, hotéis, espetáculos e serviços
de bufê têm liderado o crescimento do setor, que representa 8,24% do
total do PMS. Entre maio e novembro, oito das 11 taxas mensais
registradas foram positivas, destacando o papel do mercado de trabalho
no desempenho do setor.
com agências

