Ministro da Previdência diz que indicou presidente do INSS afastado

Em entrevista a jornalistas, Carlos Lupi diz que vai aguardar investigação.
Alessandro Stefanutto foi afastado no contexto de uma investigação da PF sobre
fraude de R$ 6,3 bilhões.
O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), assumiu nesta quarta-feira
(23) a responsabilidade pela nomeação de Alessandro Stefanutto para a
presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Alessandro foi afastado
do cargo após suspeitas de envolvimento em fraudes bilionárias investigadas pela
Polícia Federal (PF).
"A indicação do Stefanutto é da minha inteira responsabilidade", declarou o
ministro. Lupi também disse que o presidente do INSS é um servidor que, "até o
presente momento, me tem dado todas as demonstrações de ser exemplar. Fez
parte do grupo de transição. Vamos agora aguardar o processo, que corre sob
segredo de Justiça".
A declaração do ministro Lupi foi feita em uma entrevista coletiva a jornalistas
para explicar o caso. Também estavam na coletiva os ministros Ricardo
Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Vinícius Carvalho (Controladoria
Geral da União) e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Stefanutto é filiado ao PSB, partido que também faz parte da base do governo
Lula. Após a deflagração da operação da PF, porém, a legenda divulgou uma nota
dizendo que não fez a indicação do nome dele para a presidência do INSS nem foi
consultada no processo. Lupi, responsável pela nomeação, licenciou-se do cargo
de presidente nacional do PDT para assumir o cargo de ministro.
Perguntado sobre a possibilidade de demitir Stefanutto, Lupi disse que iria
aguardar. "Não posso tomar nenhum tipo de decisão sem ter o final dessa
investigação", explicou. "Todo mundo é inocente até que se prove o contrário".
Fonte: Congresso em Foco

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