STF vai ouvir as primeiras testemunhas na ação penal por tentativa de golpe
É o começo da instrução processual para produzir provas contra e a
favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados do chamado
“Núcleo Crucial”, todos acusados pela tentativa de golpe
por Iram Alfaia
Publicado 08/05/2025 15:23 | Editado 08/05/2025 16:01
Foto: reprodução/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
marcou as primeiras audiências para ouvir testemunhas de acusação e
defesa na ação penal pela tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente
Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes do seu governo.
Ao todo, serão ouvidas 82 testemunhas por videoconferências entre os
dias 19 maio e 2 de junho.
Elas foram indicadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e
pelas defesas dos oito réus apontados como participantes do chamado
“Núcleo Crucial” da suposta organização criminosa.
De acordo com o STF, as audiências marcam o começo da instrução
processual, momento de produção das provas para a acusação e a
defesa.
Pelo cronograma, serão ouvidas no dia 19 de maio, a partir das 15h, as
testemunhas de acusação.
O depoimento das testemunhas do tenente-coronel Mauro Cid, que
fechou acordo de colaboração premiada, será no dia 22, às 8h.
A partir do dia 23 começam a se manifestar as testemunhas de defesas
dos demais réus. A Corte explica que algumas são comuns a mais de um
réu. Caso haja necessidade, as oitivas podem continuar nos dias
seguintes.
“Parte dos nomes indicados tem prerrogativa de escolher local, dia e
horário para depor. Para esse grupo, que envolve senadores, deputados
e outras autoridades, as defesas terão cinco dias para informar se há
necessidade de mudar o agendamento prévio”, diz nota do STF.
Outro conjunto de testemunhas é composto de servidores públicos. A
lista inclui militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, policiais e
procuradores, entre outros cargos. Nestes casos, o respectivo superior
na função deverá liberar o agente no dia e horário agendados para
participar do ato.
Núcleo
Além do ex-presidente, estão entre os acusados Anderson Torres (ex-
ministro da Justiça); Alexandre Ramagem, (ex-diretor da Abin); Augusto
Heleno, (ex-ministro do GSI); Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da
Defesa); Walter Braga Netto (ex-chefe da Casa Civil); Mauro Cid (ex-
ajudante de ordens) e Almir Garnier (ex-comandante da Marinha).
Eles respondem pelos crimes de Abolição violenta do Estado
Democrático de Direito, Golpe de Estado, Organização criminosa, Dano
qualificado ao patrimônio da União e Deterioração de patrimônio
tombado.
Fonte: Vermelho

