Alckmin defende Reforma Tributária como motor de crescimento do país

Presidente em exercício destaca que a medida, promovida pelo governo

Lula, pode elevar o PIB em 12% nos próximos 15 anos, por  Barbara Luz.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, classificou a Reforma
Tributária como uma “mudança estrutural histórica” durante evento
promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp), nesta terça-feira (25).
Segundo Alckmin, a reforma — enviada ao Congresso Nacional pelo
presidente Lula em 2023 — era esperada há mais de 30 anos. “Essa é
uma reforma histórica, aguardada há décadas e corretamente feita no
primeiro ano de mandato. Reforma estruturante, emenda constitucional,
é bom fazer no primeiro ano, que vem com a força no presidencialismo”,
afirmou.
Alckmin destacou que os efeitos positivos da reforma atingirão toda a
sociedade, com projeções de aumento no emprego, nos investimentos e
nas exportações. Estudos citados por ele apontam que, em um cenário
conservador, a medida pode gerar um crescimento de 12% no PIB em 15
anos.
“Além de simplificar, reduzir custos, diminuir a litigiosidade, ela vai
estimular o investimento, porque ela desonera investimento”, disse. As
estimativas indicam ainda alta de 20% nos investimentos e de 12% nas
exportações no mesmo período.
A indústria nacional, segundo o ministro, terá ganhos expressivos. “A
indústria deve ter uma expectativa conservadora em 15 anos, de um
aumento de 16,6%. A agropecuária, quase 11%, também de forma
conservadora, o setor de serviços, mais de 10%, e a Construção, quase
20%, porque ela equipara a construção artesanal à construção
industrial”, explicou.

O evento contou também com a presença do presidente da Fiesp, Josué
Gomes, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do secretário
extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, além de empresários
e outras autoridades.
Incentivo às exportações
Alckmin também destacou o programa Acredita Exportação, voltado para
estimular micro e pequenas empresas a atuarem no comércio exterior. A
proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e deve ser votada
nas próximas semanas no Senado.
“O Acredita Exportação devolve imediatamente ao exportador de
pequena porta 3% do valor exportado. Isso vai estimular a pequena
empresa a exportar, enquanto se conclui a transição da reforma
tributária”, explicou.
Ainda na área de comércio exterior, Alckmin apresentou os avanços em
acordos internacionais, como Mercosul-Singapura e Mercosul-União
Europeia. Também citou negociações com a EFTA (Associação Europeia
de Comércio Livre) e reforçou que o presidente Lula, em viagem ao
Japão, busca ampliar parcerias comerciais com o país asiático.

com informações do Governo Federal

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