Governo Lula garante apoio aos setores atingidos pelo tarifaço de Trump

“O que realmente vai nos afetar é 35%, 35,9% do total das
exportações. O presidente Lula orientou primeiro: vamos continuar a
negociação”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin

por  Iram Alfaia

Publicado 31/07/2025 19:29 | Editado 01/08/2025 00:01

(Foto: Foto : Cadu Gomes/ VPR)
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Indústria e
Comércio, Geraldo Alckmin, disse que o governo debate um plano de
contingência para socorrer as empresas e os trabalhadores dos
setores atingidos pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo norte-
americano de Donald Trump aos produtos brasileiros.
De acordo com levantamento da sua pasta, 44,6% das exportações
brasileiras para os Estados Unidos estão fora da tarifa adicional de
50% aplicada unilateralmente pelo governo norte-americano nesta
quarta-feira (30).

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com quase 700 produtos que
ficaram de fora da medida, entre eles aviões, celulose, suco de
laranja, petróleo e minério de ferro.
“O que realmente vai nos afetar é 35%, 35,9% do total das
exportações. O presidente Lula orientou primeiro: vamos continuar a
negociação. A negociação não terminou hoje, ela começa hoje”,
explica Alckmin em entrevista nesta quinta-feira (31) ao programa
Mais Você, da TV Globo.
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Bolsonaro
O ministério disse que os setores afetados como carne, frutas e café
corresponderam a um faturamento de US$ 14,5 bilhões em 2024.
“Vamos defender os 35% das exportações que foram afetadas. Vamos
nos debruçar nesses 35% e preservar empregos, fazendo estudos
visando esses setores mais atingidos”, afirma.
No mesmo tom, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que a
medida é melhor do que se esperava, mas as negociações estão
apenas começando e “longe do ponto de chegada”.
“Faço questão de frisar:  são duas nações que têm 200 anos de bom
relacionamento, então se isso for levado em consideração, não há
como não chegar a um bom acordo”, disse o ministro aos jornalistas
nesta quinta.
Para ele, nada do que foi decidido não pode ser revisto. “Eu penso
que essa semana é o começo de uma conversa mais racional, mais
sóbria, menos apaixonada, e também explicar como funciona o nosso
poder Judiciário”, antecipa.
Bolsonarismo
Haddad voltou a criticar os bolsonaristas por agirem contra a
economia do país. “Eu venho dizendo há muito tempo: é diferente
quando você tem uma força interna trabalhando contra os interesses
do país. Isso fragiliza o Brasil e não está acontecendo em nenhum
outro país do mundo, só está acontecendo no Brasil”, reclama.

Ele diz que isso precisa ser compreendido, porque fragiliza a posição
do país. Isso não é bom nem para a democracia, nem para a
soberania e não concorre para os interesses nacionais”, finaliza.

Fonte: Vermelho

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