Bolsonaristas, direita e mídia protegem no Congresso os muitos ricos

Sob o falso discurso da defesa dos cortes de gastos, a oposição está
determinada a derrubar as medidas do governo para manter o equilíbrio

fiscal

por  Iram Alfaia

Publicado 14/06/2025 15:23 | Editado 15/06/2025 16:12

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Embora a mídia tradicional tende camuflar, a disputa mais evidente no
momento no Congresso envolve os que defendem equilibrar as contas
públicas sem penalizar os mais pobres e os que protegem os milionários.
Esses últimos contam com o apoio dos bolsonarista, da direita neoliberal
e da chamada grande imprensa que apostam na aprovação da urgência,
na próxima segunda-feira (16), na Câmara, do projeto que suspende o
aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O governo já publicou um conjunto de medidas, alinhadas com o
Congresso, com foco em corrigir distorções no decreto do IOF,
construindo isonomia tributária e mantendo o equilíbrio fiscal.
Mesmo assim, a determinação da oposição é de derrubar as medidas
com o falso discurso de que é preciso cortar gastos – leia-se cortes de
programas sociais – para proteger o andar de cima da pirâmide social.
São medidas que consiste, por exemplo, no aumento da taxação das
casas de apostas de 12% para 18%; no fim da isenção em investimentos
de alta renda em LCI e LCA (letras de crédito imobiliário e agrícola) que
pagarão 5% de imposto de renda; na tributação sobre o ganho com
ativos virtuais, com alíquota de 17,5%; e na taxação de 15% ou 20% das
fintechs (empresas financeiras com base digital).
Elite
“A Faria Lima, o bolsonarismo, a direita e a mídia neoliberal protegem os
muito ricos, mas querem que o governo corte do Bolsa Família, do
salário mínimo, da Educação, da Saúde. Mais do que nunca, é hora de
taxar os super-ricos e cortar privilégios!”, reagiu a deputada Jandira
Feghali (PCdoB-RJ)
“Olha o paradigma de responsabilidade fiscal da turma que está
malhando o governo Lula, torturando os números com o objetivo de
acabar com a maior garantia de políticas sociais estruturantes que
temos: as vinculações orçamentárias em Saúde e Educação”, disse o
deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (BA), afirmou que os que
reclamam da medida, normalmente, são os que têm poder econômico
para fazê-lo.
“Infelizmente, aqueles que nós queremos ajudar não têm poder”,
comentou o senador, que esteve na reunião de domingo (8), quando as
medidas foram apresentadas pelo ministro da Fazenda, Fernando
Haddad, e foram alinhadas com lideranças no Congresso.

Fonte: Vermelho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *