Bolsonaro admite que enviou R$ 2 milhões para filho que fugiu para os EUA

O ex-presidente disse à PF que transferiu o recurso para Eduardo
Bolsonaro não passar dificuldade nos EUA, onde o filho articula sanções

contra o judiciário brasileiro

por  Iram Alfaia

Publicado 05/06/2025 18:40 | Editado 05/06/2025 20:03

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (5), em
depoimento à Polícia Federal (PF), que enviou R$ 2 milhões via pix para
o filho Eduardo Bolsonaro, que fugiu neste ano para os Estados Unidos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para apurar a conduta
do deputado licenciado – Eduardo tenta, ilegalmente, articular sanções
internacionais contra o Judiciário brasileiro.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que a PF ouvisse o
ex-presidente como beneficiado diretamente pelas ações do filho e o
responsável financeiro pela manutenção dele no território norte-
americano.
Bolsonaro, que é réu na ação penal no STF pela tentativa de golpe,
alegou não haver irregularidade na transferência de recurso. “Botei
dinheiro na conta dele, bastante até, dinheiro limpo, legal, até pix”,
tergiversou o ex-presidente a jornalista após duas horas de depoimento.
“Vocês sabem que, lá atrás, eu não fiz campanha, mas foi depositado na
minha conta R$ 17 milhões e eu botei R$ 2 milhões na conta dele
[Eduardo Bolsonaro]. Lá fora tudo é mais caro, eu tenho dois netos, um
de 4 e outro de 1 ano de idade. Ele [Eduardo] tá lá fora, não quero que
passe dificuldade”, completou.
Ele ainda disse que sente orgulho do que vem fazendo o deputado nos
Estados Unidos, ignorando que Eduardo é acusado da prática de três
crimes: coação no curso do processo; obstrução de investigação de
infração penal que envolva organização criminosa; e abolição violenta do
Estado Democrático de Direito.
No pedido de abertura de inquérito, a Procuradoria-Geral da República
(PGR) diz que  o parlamentar tem reiteradamente feito declarações
públicas e postagens em redes sociais em que afirma estar atuando para
que o governo norte-americano imponha sanções a ministros do STF e a
integrantes da PGR e da Polícia Federal (PF) pelo que considera ser
uma perseguição política a ele e a seu pai.

Fonte: Vermelho

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