Cardeais brasileiros ganham força no Conclave que elegerá novo papa

Sete religiosos do Brasil, com idades entre 57 e 77 anos, participam da
eleição no Vaticano; escolha do sucessor de Francisco começa em 7 de

maio, por  Barbara Luz.

Publicado 28/04/2025 15:18 | Editado 28/04/2025 17:27

O conclave na Capela Sistina | Foto: arquivo Vatican News
No próximo dia 7 de maio, na Capela Sistina, no Vaticano, começa o
Conclave que vai eleger o sucessor de Jorge Mario Bergoglio, o papa
Francisco, falecido em 21 de abril. O Colégio de Cardeais, composto

atualmente por 252 integrantes, decidiu nesta segunda-feira (28) a data
de início da votação em reunião da quinta Congregação Geral.
Do total de cardeais, apenas 135, todos com menos de 80 anos, estão
habilitados a votar. Sete dos oito cardeais brasileiros fazem parte desse
grupo. O único brasileiro fora do processo de votação é Dom Raymundo
Damasceno Assis, de 88 anos, arcebispo emérito de Aparecida (SP),
que, embora sem direito a voto, participa das discussões e pode,
inclusive, ser eleito.
Entre os brasileiros votantes, estão nomes de peso na Igreja Católica:
 João Braz de Aviz (77 anos): natural de Mafra (SC), é prefeito da
Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e foi
arcebispo de Brasília.
 Paulo Cezar Costa (57 anos): arcebispo de Brasília, é uma das
lideranças mais jovens da delegação brasileira, com forte atuação
na CNBB e no Celam.
 Sérgio da Rocha (65 anos): arcebispo de Salvador e primaz do
Brasil, é membro do Conselho de Cardeais que assessora o papa.
 Odilo Pedro Scherer (75 anos): arcebispo de São Paulo, um dos
mais experientes, já ocupou cargos-chave na CNBB e no
episcopado latino-americano.
 Jaime Spengler (64 anos): presidente da CNBB e arcebispo de
Porto Alegre, recém-criado cardeal em 2024, traz a força
renovadora do episcopado nacional.
 Leonardo Ulrich Steiner (74 anos): arcebispo de Manaus e voz
ativa nas questões amazônicas, foi criado cardeal em 2022.
 Orani João Tempesta (74 anos): arcebispo do Rio de Janeiro
desde 2009, figura de destaque na Igreja brasileira e nomeado
cardeal em 2014.
O Conclave, que significa “fechado à chave”, seguirá o rígido protocolo
descrito na Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, instituída
por João Paulo II e atualizada por Bento XVI. Isolados na Capela Sistina,
os cardeais eleitores só sairão de lá após a eleição, sinalizada pela
tradicional fumaça branca.
A escolha exige uma maioria qualificada de dois terços dos votos. Se
após 33 ou 34 votações nenhum nome alcançar esse número, a eleição
se restringe aos dois mais votados, ainda exigindo dois terços dos votos.
O novo papa, escolhido entre qualquer um dos cardeais presentes ou
não, indicará seu nome pontifício logo após aceitar a eleição.
Com forte representação no Colégio Cardinalício e lideranças
experientes, o Brasil chega a este Conclave com influência renovada.
Seja participando da eleição ou orientando os rumos da Igreja, os

cardeais brasileiros estarão no centro de uma decisão histórica para os
católicos de todo o mundo.
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com agências

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