Davi dá até 17 de junho para acordo de instalação da CPMI do INSS

Presidente do Congresso exige acordo entre Senado e Câmara sobre composição
da comissão.
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP),
estabeleceu prazo até 17 de junho para que líderes partidários cheguem a um
acordo sobre a composição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI)
que investigará fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. O ponto de
impasse é o equilíbrio entre Senado e Câmara na indicação de membros.
O pedido para abertura da comissão foi apresentado por Damares Alves
(Republicanos-DF) e Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio de 36 senadores e 223
deputados número acima do mínimo exigido. A investigação mira descontos
indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízo estimado
em R$ 6,3 milhões entre 2019 e 2024.
O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-líder do governo, relatou que Alcolumbre
recusou a instalação de uma CPI restrita ao Senado. Ele não aceita fazer a CPI só
do Senado. […] Disse que não concorda. Ponto final, que ele só aceita fazer a
CPMI, afirmou.
Segundo Kajuru, a proposta atual apresenta desequilíbrio, com maior peso para
os deputados Precisa também ter uma conversa sobre isso, disse. A definição da
composição será discutida até o prazo fixado pelo presidente do Congresso.
Costurado o acordo, a expectativa é de instalação em agosto.
Mesmo com o adiamento, Kajuru afirmou que a CPMI sairá do papel. Ele criticou a
postura de governistas que não apoiam a criação do colegiado. ElO vice-líder
avalia que a própria reputação do Executivo sai prejudicada sem esse apoio, e
que a investigação não afeta um candidato específico ao Planalto.
Todos nós sabemos: começou no governo Bolsonaro, deu sequência no governo
Lula. Vamos procurar os culpados e vamos prendê-los o mais rapidamente
possível, declarou.

Fonte: Congresso em Foco

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