Lula condena ofício dos EUA contra decisão de Moraes sobre plataforma Rumble

“Que história é essa dos Estados Unidos quererem negar alguma coisa,
e criticar a Justiça brasileira. Eu nunca critiquei a Justiça deles”, disse o

presidente brasileiro

por  Iram Alfaia

Publicado 02/06/2025 13:25 | Editado 02/06/2025 13:55

Lula na convenção do PSB (Foto: Sérgio Dutti)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu duramente contra ofício do
governo dos Estados Unidos pelo qual critica a decisão do ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre
bloqueio de um usuário naquele país da plataforma Rumble.
Enviado pelo Departamento de Justiça dos EUA para o Ministério da
Justiça e Segurança Pública, o documento informou que a decisão do
ministro impactou uma empresa norte-americana.

“O Departamento de Justiça disse ao ministro Alexandre de Moraes que
ele poderia aplicar as leis no Brasil, mas que não poderia ordenar que
empresas obedecessem ordens específicas nos Estados Unidos”, diz a
carta, segundo o The New York Times.
“Que história é essa dos Estados Unidos quererem negar alguma coisa,
e criticar a Justiça brasileira. Eu nunca critiquei a Justiça deles. Ele faz
tanta barbaridade, eu nunca critiquei. Faz tanta guerra, mata tanta gente.
Por que eles vão querer criticar o Brasil”, discursou Lula neste domingo
(1º) durante Congresso do PSB.
O presidente saiu em defesa de Moraes: “Você veja que os Estado
Unidos quer processar o Alexandre de Moraes, porque ele tá querendo
prender um cara brasileiro que está lá nos Estados Unidos fazendo coisa
contra o Brasil o dia inteiro”, disse.
Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Marcos
Rubio, afirmou no Congresso daquele país que há a possibilidade de
Moraes sofrer sanções, com base numa lei local, por ações contra a
liberdade de expressão de pessoas e empresas dos EUA.
Integrantes do governo norte-americano sofrem pressão do deputado
Eduardo Bolsonaro (PL) para que sejam adotadas sanções contra a
Justiça brasileira.
Para tentar livrar o pai da ação penal que tramita no Supremo, o filho 03
de Bolsonaro fugiu para aquele país e, como parlamentar – não havia
ainda pedido licença do cargo –, admitiu que estivesse em contato com
autoridades para pedir sanções contra o STF.
A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes determinou
a abertura de inquérito contra o parlamentar para investigar a suposta
prática de três crimes: coação no curso do processo; obstrução de
investigação de infração penal que envolva organização criminosa; e
abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Fonte: Vermelho

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