Lula diz que Brasil protegerá povo e empresas diante da tarifa de Trump

Presidente diz que país “não aceitará intimidações” e acusa Bolsonaro
de pedir ameaça a Trump; decreto da Lei da Reciprocidade sai até

segunda (14)

por  Lucas Toth

Publicado 13/07/2025 08:08 | Editado 13/07/2025 08:20

Lula durante ato público com boné “O Brasil é dos brasileiros”; presidente
prometeu proteger o país diante das tarifas de Trump. Foto: Ricardo
Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a adotar tom firme diante
da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros
e acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de agir nos bastidores para
provocar a retaliação.
Em publicação feita neste sábado (12), Lula afirmou que o Brasil
tomará “as medidas necessárias para proteger seu povo e suas
empresas” e reiterou que “a Justiça brasileira precisa ser respeitada”.

“Somos um país grande, soberano, e de tradições diplomáticas
históricas com todos os países”, escreveu o presidente nas redes
sociais. “A questão é sobre respeito e soberania.”
Lula também sugeriu que Bolsonaro atuou de forma deliberada para
provocar o tarifaço. “Ele mandou o filho dele para os Estados Unidos
pedir para o Trump fazer ameaça”, disse em referência ao deputado
federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Segundo Lula, o ex-presidente “não teve coragem” de executar o
golpe e agora articula ações externas contra o Brasil.
A declaração foi interpretada como um sinal de que o governo deve
publicar já na segunda-feira (14) o decreto que ativa a Lei da
Reciprocidade, autorizando retaliações comerciais contra os EUA.
Além disso, a Advocacia-Geral da União e o Itamaraty estudam
acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC), apontando que a
medida anunciada por Trump carece de qualquer justificativa técnica.
Em carta enviada ao governo brasileiro na quarta-feira (9), Trump
alegou que o tarifaço foi motivado por uma “vergonha internacional”
— referindo-se ao julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo
Tribunal Federal.
Lula tem reafirmado que o processo contra o ex-presidente segue os
ritos da democracia brasileira e que “nenhum país tem direito de
tutelar nossas instituições”.
Fonte: Vermelho

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