Lula entrega 789 novas ambulâncias do Samu e cobertura chega a 89%

Em evento na cidade de Sorocaba (SP), presidente reforça o
compromisso de universalizar o serviço até 2026. Foram atendidos 559

municípios de 21 estados, por  Murilo da Silva.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em sua
primeira agenda pública desde que retornou à pasta da qual foi titular
entre 2011 e 2014, entregaram 789 novas ambulâncias do Samu
(Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), nesta sexta (14). O
investimento feito é de R$ 243,5 milhões com recursos do Novo PAC.
A entrega – considerada a maior do atual governo – aconteceu na cidade
de Sorocaba, interior de São Paulo, e vai atender 559 municípios de 21
estados. Do total de novas ambulâncias, 86 são Unidades de Suporte
Avançado, o que se assemelha a uma UTI móvel. Agora, mais de 20
milhões de pessoas serão beneficiadas, com o destaque de que 1,7
milhão estavam sem cobertura do Samu.
O serviço, que atende pelo número 192, foi criado na primeira gestão do
presidente Lula, em 2003. Com as novas unidades destinadas à
renovação da frota e para o atendimento da “UTI móvel”, a cobertura
populacional sobe de 88,42% para 89,40%.
“Quando eu resolvi criar o Samu era porque a gente queria evitar que
aumentasse o número de mortes e diminuir o tempo entre o acidente e o
socorro, pois se [a ambulância] chega no tempo certo, a vida é salva.
Mas se chega no tempo errado, vai carregar apenas um defunto dentro
do carro. E é por isso que estamos aprimorando a compra de
ambulâncias, modernizando, sofisticando, porque nascemos na política
para salvar vidas e é isso o que estamos anunciando”, destacou Lula.
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com filas no SUS
A meta é renovar toda a frota e buscar a universalização do serviço até
2026. Para isso, o governo precisa entregar outros 2,3 mil veículos. De
acordo com o ministério da Saúde, de janeiro de 2023 até fevereiro de
2025, a pasta já entregou 1.277 novas ambulâncias para todos os
estados brasileiros com a previsão de que em 2025 sejam entregues o
total de 1,3 mil.
Ao falar sobre a entrega feita em Sorocaba, Lula demonstrou sua
satisfação e ressaltou que a vida pública faz sentido em iniciativas como
esta. Ele também destacou o atual momento do país, que possibilita que
seja realizada ações como a entrega de ambulâncias.
“É esse o meu papel, tentar cuidar das pessoas. Estamos com a
economia crescendo. Temos o menor nível de desemprego da história

desse país. A massa salarial está crescendo desde 2012 [conforme a
série histórica iniciada naquela ano pela PNAD Contínua]. E temos
certeza de que a economia vai continuar crescendo”, disse o presidente,
ao citar ainda que o governo tem enfrentado o aumento dos preços dos
alimentos  com medidas que visam baratear os produtos , em especial
para a população de baixa renda.

Por sua vez, Alexandre Padilha destacou as próximas entregas que a
pasta irá fazer: “Estamos entregando 789 ambulâncias, mas tem cerca
de 390 ambulâncias que já estão quase prontas. Vamos fazer uma nova
entrega ainda no mês de março, lá em Brasília, para vários municípios.
Vamos fazer outra entrega em Sete Lagoas, em Minas Gerais, no mês
de abril. E tem uma entrega também programada para maio, em Lauro
de Freitas, na Bahia, em que pela primeira vez o Samu atenderá a
Chapada Diamantina, uma região que não tinha acesso. Com esse
esforço iniciado pela ministra Nísia, por decisão do presidente Lula, com
a minha missão de continuar e acelerar, vamos chegar até o final desse
mandato com mais 2.300 ambulâncias do Samu entregues e
universalizar o atendimento. Cada canto desse país vai poder chamar
192 e o Samu vai chegar para atender e cuidar das pessoas”, afirmou o
ministro da Saúde.
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Padilha ainda destacou que as ambulâncias de Suporte Avançado não
eram entregues desde 2018 e ainda convocou os gestores presentes a
indicarem pelo PAC Seleção a aquisição de outras 1500 novas
ambulâncias, com os pedidos sendo feitos até 31 de março.

Também estiveram no evento o vice-presidente e ministro do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo
Alckmin, o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e o presidente do
Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde)
Hisham Hamida, entre outras lideranças.

 

Fonte: Vermelho

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