Lula reverte retrocessos de Bolsonaro e volta a tirar o Brasil do Mapa da Fome
O presidente Lula cumpriu uma promessa de campanha em apenas
dois anos, uma vez que 2022 foi um período considerado crítico para
a fome no Brasil
por Iram Alfaia
Publicado 28/07/2025 13:51 | Editado 28/07/2025 14:35
(Foto: Tony Winston/Agência Brasília)
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
(FAO/ONU) divulgou nesta segunda-feira (28), na Etiópia, que o Brasil
saiu pela segunda vez do Mapa da Fome.
O resultado reflete a média trienal 2022/2023/2024, que colocou o
país abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de
subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente
Considerada uma conquista histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva cumpriu a promessa de campanha em apenas dois anos, tendo
em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no
Brasil.
No início do mandato, o presidente havia anunciado que a meta era
alcançar esse objetivo em 2026.
“Minhas amigas e meus amigos. É com grande orgulho e imensa
alegria que informo: O Brasil está fora do mapa da fome, mais uma
vez. Isso significa que reduzimos a insegurança alimentar grave e a
subnutrição para menos de 2,5% da população”, diz o presidente.
Lula afirma que essa conquista histórica revela que “com políticas
públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a
fome e construir um país mais justo e solidário.”
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome destaca que essa é a segunda vez que o governo do
presidente Lula retira o país dessa condição.
“A primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No
entanto, a partir de 2018 [governo de Jair Bolsonaro], o desmonte de
programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome
no triênio 2018/2019/2020.
Para se ter ideia, entre 2018 e 2020, ou seja, em pleno governo
Bolsonaro, a fome atingiu 7,5 milhões de brasileiros contra 3,9
milhões entre 2014 e 2016. O desemprego bateu recorde de mais de
14 milhões de brasileiros sem ocupações.
Em dois anos de governo, diz a pasta, o Brasil teve reduções
históricas da insegurança alimentar grave e da pobreza.
Os números nacionais da fome, captados por meio da aplicação da
Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) nas pesquisas do
IBGE, mostraram que, até o final de 2023, o país retirou cerca de 24
milhões de pessoas da insegurança alimentar grave.
“Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro
e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em
apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há
justiça social sem democracia”, disse o ministro Wellington Dias.
Política
O Brasil fora do Mapa da Fome consta no relatório “O Estado da
Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 – SOFI 2025”
lançado pela FAO durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da
ONU (UNFSS+4). O encontro ocorre até 29 de julho na capital da
Etiópia.
De acordo com a FAO, a saída é resultado de decisões políticas do
governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo
à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o
fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação
saudável.
Fonte: Vermelho

