Lula vence todos os oponentes e explicita dificuldades da direita

Cenários de primeiro e segundo turnos testados pela Genial/Quaest
mostram presidente à frente e direita fragmentada, com piora na

performance do bolsonarismo

por  Priscila Lobregatte

Publicado 18/09/2025 15:29 | Editado 18/09/2025 15:39

Lula e trabalhadora de Montes Claros (MG). Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria as eleições em todos os
cenários de primeiro e de segundo turno se a disputa fosse hoje. Seu
desempenho, portanto, é superior ao de qualquer concorrente do clã
Bolsonaro ou da direita, que se mostra bastante dividida. É o que
indica pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (18).
Embora Jair Bolsonaro (PL) esteja inelegível — e deverá, em breve,
estar preso — o nome do ex-presidente vem constando das
simulações, talvez como forma de medir sua influência que, não à toa,
anda baqueada.

Os inúmeros crimes imputados ao chefe da família e a outros de seus
membros e entorno, bem como a disputa sobre seu espólio entre
expoentes da velha direita e da extrema direita, deixam o cenário
fragmentado e o bolsonarismo desgastado junto a boa parte da
opinião pública.
No entanto, não é prudente, ao menos por ora, apostar que esse
campo político se entregou ou que não continue competitivo (por
vias, aliás, nem sempre muito éticas). O percentual de preferência por
seus nomes mostra haver público cativo para votar em quem for
indicado por Bolsonaro.
Além disso, a direita como um todo — inclusive a “nova” e a extrema
direita, que gosta de se colocar como antissistema — é uma velha
raposa política que sabe como se preparar para o bote, de maneira
que, em busca da sua sobrevivência e de seus interesses, tentará se
rearticular.
Mas, o desempenho de Lula diante de todas as dificuldades impostas
por esse campo é um sinal bastante positivo e promissor. A melhora
de seu desempenho traz consigo, entre outros aspectos, a firme
posição em defesa dos interesses nacionais frente aos ataques de
Donald Trump e do bolsonarismo, bem como resultados da economia
e de programas sociais que melhoraram, de fato, a vida do povo,
além de propor e defender bandeiras justas, como a taxação dos
mais ricos, a isenção do Imposto de Renda para os mais pobres e o
fim da escala 6×1.
Tudo colocado, a pesquisa aponta uma clara preferência pelo
presidente em todos os cenários testados.
Primeiro turno
No caso das simulações de primeiro turno, um dos cenários testados
traz Lula (PT) com 32%; Jair Bolsonaro (PL) com 24%; Ciro Gomes (PDT)
com 11% e Ratinho Júnior (PSD) com 8%. Depois estão Romeu Zema
(Novo), com 5%, percentual semelhante ao de Ronaldo Caiado (União
Brasil), com 4%. Indecisos são 5% e branco/nulo/não vai votar somam
11%.

Os quatro últimos candidatos ficam com mais ou menos o mesmo
percentual nos demais cenários, assim como os indecisos — em torno
de 5% a 6% — e os que optam por branco/nulo ou não votar — grupo
com variação maior, de 11% a 19%.
No embate que inclui Michelle Bolsonaro (PL), Lula vai a 33% e a ex-
primeira-dama, a 18%. Quando a disputa envolve Lula e Tarcísio de
Freitas (Republicanos) junto com os demais pré-candidatos, o
presidente sobe ainda mais, 35%, enquanto o governador de São
Paulo fica com 17%.
O quinto cenário, que coloca dois nomes mais destacados do
bolsonarismo, Tarcísio e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula
vence com 40%, ante 20% do governador e 16% do parlamentar,
mostrando que, ao que parece, a traição de Zero Três à pátria foi mal
recebida pela população.
Já no sexto cenário, Lula tem 40%; Eduardo, 21% e Ratinho 16%.
Quando o governador do PR é substituído pelo de Minas, Lula passa a
ter 42%, Eduardo 21% e Zema, 13%. Por fim, a oitava possibilidade
testada para o primeiro turno mostra Lula com 43%, Eduardo com
21% e Caiado com 12%.
Segundo turno
A pesquisa também testou possibilidades variadas de segundo turno,
nas quais Lula também tem desempenho destacado. Contra Ciro
Gomes, alcança 40% contra 33%. Indecisos são 3%. Chama atenção o
alto número de brancos/nulos ou que não vão votar: 24%.
No caso da disputa com Tarcísio, Lula segue à frente com 43% ante
35%; indecisos são 3% e brancos/nulos/não vão votar caem para 19%.
Quando questionados sobre a preferência entre Lula e Ratinho, os
percentuais são de, respectivamente, 44% e 32%. Indecisos se
mantêm em 3% e branco/nulo/não vai votar fica em 21%.
Entre Lula e Bolsonaro, o placar é de 47% a 34% — indecisos somam
2% e branco/nulo/não vai votar, 17%. No cenário sem Bolsonaro e
com Zema, os percentuais são de 45% a 32% para Lula. Indecisos são
4% e branco/nulo/não vai votar, 19%.

Na disputa com Michelle, Lula tem 47% e ela, 32%, com 3% de
indecisos e 18% de branco/nulo/não vai votar. Com Caiado, a situação
é semelhante, 46% a 31%. Indecisos são 3% e branco/nulo/não vai
votar, 20%.
Quando a pesquisa coloca Lula x Eduardo, os números são de,
respectivamente, 47% a 29%; indecisos são 3% e branco/nulo/não
21%.
Por fim, a Quaest testou o embate entre Lula, que tem 45%, e o
governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), que fica com
26%; neste caso, os indecisos são 4% e branco/nulo/não saltam para
25%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada
entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de dois
pontos para mais ou para menos.

Fonte: Vermelho

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