Presidente da Câmara defende revisão de isenções fiscais para reduzir juros
Fala de Hugo Motta acontece dias após a mais recente alta da Selic, que
passou a 14,75%. “São R$ 650 bilhões de isenções a vários setores,
está muito pesado carregar isso”, diz
por Redação
Publicado 14/05/2025 17:42 | Editado 14/05/2025 17:51
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu,
nesta terça-feira (13), que o Brasil deve rever as isenções fiscais
concedidas a vários setores da economia, como forma de reduzir a taxa
de juros.
“Precisamos avançar numa legislação que seja mais eficiente e que
entregue serviços públicos com mais qualidade, e também discutir a alta
carga de isenções fiscais que o Brasil tem. São R$ 650 bilhões de
isenções a vários setores, está muito pesado carregar isso”, disse Motta.
Ainda segundo ele, o parlamento estaria disposto a debater a questão
fiscal.
A fala ocorreu durante evento em Nova York promovido pelo grupo Lide,
nesta terça-feira (13), dias após a mais recente reunião do Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central. No dia 7, a autoridade
monetária elevou a taxa básica de juros pela sexta vez consecutiva, em
0,5 ponto percentual, passando a 14,75% ao ano.
Ao mesmo tempo, na avaliação do deputado, precisa haver maior
“responsabilidade fiscal”— o que, na prática, acaba significando corte de
gastos e investimentos em áreas essenciais dos serviços públicos
prestados à população.
Motta afirmou que “aprovamos todas as medidas para facilitar a
arrecadação, nós ajudamos, mas temos uma agenda de esgotamento.
Temos que aliar a isso à responsabilidade do governo com os gastos
púbicos”.
Outro ponto que destacou é a busca pelo diálogo entre os divergentes.
“Cada Poder tem que fazer sua autocrítica para colaborar com essa
harmonia, cada um nas suas responsabilidades e colocar o Brasil em
primeiro lugar. Isso vai ajudar a vida da nossa população”, pontuou.
Com agências
(PL)

