Governo realiza maior leilão portuário da história com investimentos de R$ 3,62 bilhões

O destaque do leilão foi o Porto de Itaguaí (RJ), arrematado pela Cedro
Participações. O terminal será dedicado à exportação de minério de ferro

e deve ser construído em um prazo de quatro anos.

por  Cezar Xavier

Ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, bate o martelo na B3 após
arremate de terminais portuários
Na tarde desta quarta-feira (18), o governo federal promoveu o maior
leilão portuário já realizado no Brasil, envolvendo três importantes
terminais localizados nos portos de Itaguaí (RJ), Santana (AP) e Maceió
(AL). O certame, conduzido na sede da B3, a bolsa de valores brasileira,
em São Paulo, contou com a presença do ministro de Portos e
Aeroportos, Silvio Costa Filho, e resultou em um montante total de R$
3,62 bilhões em investimentos previstos.
“O porto, sem dúvida alguma, vai mudar completamente a matriz
econômica também do Rio de Janeiro, gerar competitividade e,
sobretudo, emprego e renda”, afirmou o ministro. Ele também destacou
que o terminal ITG-02, um dos principais ativos licitados, deverá gerar

receitas de mais de R$ 25 milhões nos próximos 25 anos, além de
fomentar a arrecadação e o desenvolvimento local.
Itaguaí: principal ativo e investimento histórico
O destaque do leilão foi o terminal ITG02, no Porto de Itaguaí,
arrematado pela Cedro Participações por R$ 1 milhão de outorga. Apesar
do valor simbólico, o projeto prevê investimentos massivos de R$ 3,5
bilhões. O terminal será dedicado à exportação de minério de ferro e
deve ser construído em um prazo de quatro anos.
Com área de 249 mil metros quadrados, o novo terminal terá capacidade
para movimentar 21,4 milhões de toneladas por ano, consolidando
Itaguaí como um dos principais polos de exportação de minério do país.
O empreendimento deverá gerar 333 empregos diretos e fortalecer as
economias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, segundo o presidente
da Cedro Mineração, José Carlos Martins. “Estamos investindo para
atender à futura demanda do setor. Este terminal será essencial para o
crescimento da produção do Brasil nos próximos anos”, afirmou Martins.
Investimentos recordes e descentralização portuária
O ministro ressaltou a importância da descentralização da agenda
portuária brasileira, com o fortalecimento de estados como o Amapá,
Alagoas, Espírito Santo, Santa Catarina e o crescimento do Arco Norte.
“Estamos redesenhando a economia do país, desconcentrando os
investimentos que antes estavam majoritariamente no Porto de Santos”,
explicou.
Desde 2013, quando a Lei dos Portos (Lei 12.815) foi implementada, o
Brasil realizou 45 leilões. Sob a coordenação do secretário nacional de
Portos, Alex D’Ávila, o governo Lula planeja realizar 55 leilões nos
próximos quatro anos, com um potencial de investimentos privados na
casa dos R$ 60 bilhões. O STS-10, previsto para 2025, foi destacado
como o maior leilão da história, dobrando a capacidade de contêineres
do Porto de Santos.
Santana e Maceió: projetos estratégicos para o desenvolvimento
regional
No Porto de Santana (AP), o terminal MCP03 foi arrematado pela Rocha
Granéis Sólidos por R$ 58,1 milhões após uma disputa acirrada com
mais de 70 lances. O contrato, com prazo de 25 anos, prevê R$ 89,9
milhões em investimentos para melhorias como a construção de silos e a
ampliação do Píer 1, tornando o terminal estratégico para o transporte de
grãos no Arco Norte.

Já no Porto de Maceió (AL), o terminal MAC16 foi adquirido pelo
consórcio Britto Macelog por R$ 1,45 milhão. Os investimentos,
estimados em R$ 6,2 milhões ao longo de cinco anos, incluem melhorias
na infraestrutura para movimentação de concentrado de cobre, um
mineral essencial para a indústria.
O futuro dos leilões portuários
Este foi o último leilão portuário do ano, encerrando 2024 com uma
arrecadação total de R$ 60,5 milhões em outorgas. O governo federal já
planeja novas licitações entre 2025 e 2026, com expectativa de atrair R$
18,2 bilhões em investimentos para 50 empreendimentos no setor.
O ministro Silvio Costa Filho destacou a importância do leilão para
impulsionar o desenvolvimento econômico do país. “Estes projetos
reforçam nosso compromisso com a modernização da infraestrutura
portuária e com a criação de oportunidades para todos os brasileiros”,
declarou.
Resultados e projeções econômicas
O ministro celebrou o crescimento de quase 6% no setor portuário em
2024 e o fechamento de contratos que totalizam cerca de R$ 25 bilhões.
Além disso, projetou um crescimento econômico de 3% para 2025,
reforçando a importância do ajuste fiscal e da previsibilidade para atrair
novos investimentos.
“A responsabilidade fiscal é uma cláusula pétrea no Brasil. Trabalhamos
para ajustar as contas públicas, o que dá segurança aos investidores”,
pontuou Costa Filho. Ele também elogiou o trabalho do ministro da
Fazenda, Fernando Haddad, na condução da agenda fiscal e destacou
medidas como o Naveg-Fipes e a emissão de debêntures para acelerar
investimentos.
Impactos econômicos e sociais
A concessão dos terminais é vista como uma forma de promover o
crescimento econômico, atrair investimentos privados e gerar empregos.
Além de consolidar a posição do Brasil como líder no comércio global de
minérios e grãos, os projetos buscam fortalecer a competitividade do país
em mercados internacionais e fomentar o desenvolvimento regional.

Fonte: Vermelho

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