Produção industrial sobe e balança comercial tem superávit, apesar dos juros

O alto patamar que a taxa básica de juros tem disso mantida pelo Banco
Central só tem atrasado o crescimento do Brasil, que a despeito disso

entrega bons resultados

por  Murilo da Silva

Publicado 08/05/2025 17:33 | Editado 08/05/2025 19:59

Foto: Mdic
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic)
informou nesta quarta (7) que a balança comercial de abril registrou
recorde de exportação e importação para o mês. O resultado permitiu
que a corrente de comércio obtivesse superávit de US$ 8,15 bilhões. Os

bons números ainda ficam completos pela produção industrial brasileira
que cresceu 1,2% entre fevereiro e março, de acordo com o IBGE.
O cenário com dados positivos mostra que a economia brasileira segue
forte sob o governo Lula mesmo com a taxa básica de juros (Selic), que o
Banco Central teima em manter elevada e as incertezas externas,
principalmente pelas guerras e o ‘tarifaço’ de Donald Trump.
Os dados do MDIC mostram crescimento de 0,3% nas exportações com
US$ 30,41 bilhões em abril desse ano, sendo que no mesmo mês do ano
anterior ficaram em US$ 30,33 bilhões. Quanto às importações, houve
aumento de 1,6%, com US$ 22,26 bilhões em abril de 2025 em
comparação com os US$ 21,9 bilhões do mesmo mês de 2024.
Como destaque, em abril, a indústria de Transformação teve crescimento
de 2,4%, totalizando US$ 15,04 bilhões, nas exportações.
Com estes valores, a corrente comercial ficou em US$ 52,67 bilhões,
registrando o superávit de US$ 8,15 bilhões. Comparando o mês de abril
desse ano e do ano passado, a corrente comercial cresceu 0,8%.
Considerando dados de janeiro a abril desse ano, as exportações foram
de US$ 107,3 bilhões (queda de -0,7% em relação ao mesmo período do
ano anterior) e as importações US$ 89,6 bilhões (crescimento de 10,4%),
números que indicam uma corrente de comércio de US$ 196,9 bilhões.
No período de quatro meses a agropecuária puxou o crescimento das
exportações em 18,2%, totalizando US$ 2,29 bilhões.
Indústria
Conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM – Brasil), também divulgada
quarta (7) pelo IBGE, o crescimento industrial brasileiro de 1,2% entre
fevereiro e março acontece após não ser registrado crescimento nas
passagens de meses anteriores: 0% em fevereiro e 0,1% em janeiro.
O IBGE sublinha que o registro representa o maior crescimento desde
junho de 2024, quando ficou com 4,3%. Ao se comparar com março de
2024, o crescimento é de 3,1% na sua produção: “décimo resultado
positivo seguido e o mais intenso desde outubro de 2024 (6,0%)”,
destaca.
Ainda de acordo com a pesquisa, neste ano é acumulada alta de 1,9%.
Em 12 meses a expansão marca 3,1%.
“O mês de março se caracterizou por um maior dinamismo após 5 meses
de menor intensidade (os 3 últimos meses de 2024, com resultados

negativos e perda acumulada de 1,0%, mais os dois primeiros meses de
2025, quando o setor industrial ficou praticamente estável). O maior ritmo
verificado em março de 2025 foi caracterizado não só pela maior
intensidade do resultado (o maior desde junho de 2024 (4,3%), mas
também pelo perfil disseminado de taxas positivas (3 das 4 grandes
categorias econômicas e 16 das 25 atividades mostraram crescimento na
produção)”, diz André Macedo, gerente da PIM Brasil.
Na linha da explicação de Macedo, as principais influências positivas
foram: coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%);
indústrias extrativas (2,8%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos
(13,7%); e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%).
*Com informações IBGE e Mdic

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