A Defesa da Democracia: Um Chamado das Lideranças Sindicais
A luta pela democracia no Brasil é uma causa que envolve toda a sociedade e,
particularmente, suas lideranças. Neste texto, representantes das centrais
sindicais do país — CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT
(União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores ), CSB (Central dos
Sindicatos Brasileiros), Intersindical e Pública — unem-se em um manifesto que
reforça a importância de resguardar e fortalecer a democracia.
A mensagem destaca os desafios enfrentados, desde o marco da
redemocratização com a eleição de Tancredo Neves em 1985 até as ameaças
contemporâneas, como os ataques golpistas de janeiro de 2023. As lideranças
sindicais renovam o compromisso com o fortalecimento das instituições, a
valorização do trabalho e uma conquista de avanços sociais e humanos,
reafirmando que a democracia deve ser uma desvantagem.
Confira a íntegra da nota:
Defender a democracia é uma causa de todo o povo brasileiro
Há quarenta anos, a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral, em janeiro
de 1985, inaugurava um novo período para o Brasil e seu povo trabalhador: a
redemocratização. Embora eleito por via indireta, Tancredo foi o primeiro
presidente civil após o golpe de 1964. Sua eleição marcou o fim da ditadura
militar brasileira.
Hoje, 8 de janeiro de 2025, resgatar esta memória reforça nossa consciência
sobre o valor de vivermos em um país onde a população é livre para se organizar,
para se expressar, para reivindicar mais direitos e melhores condições de vida.
Vivemos, desde 1985, o maior período de democracia, com as instituições
funcionando e os movimentos sindical e popular podendo atuar com liberdade.
Entretanto, insistentes reflexos de um passado recente, o bolsonarismo saudoso
da ditadura militar, nos alertam para o fato de que a democracia é um sistema
em permanente construção, que deve ser cultivado e aprimorado sempre.
Os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, partiram de grupos
que não aceitaram a eleição de um governo pela maioria dos brasileiros através
do voto, esse direito tão duramente conquistado. Eles almejavam impor, de forma
autoritária e violenta, uma ordem paralela. Como descobrimos recentemente,
estavam articulados com uma grande conspiração cujo objetivo era repetir o
abominável golpe de 1º de abril de 1964.
As instituições democráticas falaram mais alto e, naquele momento, agiram para
debelar a usurpação de poder que assombrava a capital federal.
Todos nós devemos nos envolver nesta causa que é a defesa da democracia, sem
relativizá-la em falsas interpretações. É preciso fortalecer os partidos políticos, o
movimento social, as organizações de trabalhadores e as instituições que
organizam nosso país. Mesmo com todos os desafios que ela apresenta, só em
uma democracia podemos lutar e conquistar juntos a valorização do trabalho e o
avanço social e humano.
Sem anistia aos golpistas! Não passarão!
Viva os trabalhadores e as trabalhadoras! Viva a democracia!
São Paulo, 8 de janeiro de 2025
Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil)
Moacyr Tesch Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de
Trabalhadores)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor
Fonte: Rádio Peão Brasil

