Alckmin rebate empresários e lista ações do governo que impulsionam economia

Em evento do setor de supermercados, presidente em exercício lembra
dos avanços na geração de emprego, no combate à inflação e no
aumento da massa salarial que aquecem a economia

por  Priscila Lobregatte

Publicado 12/05/2025 16:34 | Editado 12/05/2025 16:47

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, defendeu,
nesta segunda-feira (12) medidas tomadas pelo governo federal que vêm
contribuindo para reduzir a inflação, aumentar o poder de compra da
classe trabalhadora e impulsionar o crescimento, em contraponto a
críticas de representantes do empresariado sobre o ambiente econômico.
As falas foram feitas durante a abertura do Apas Show 2025, promovido
pelo setor supermercadista, em São Paulo.

Para ilustrar a melhora das condições econômicas do país, Alckmin
relatou ter ido a um mercado em Pindamonhangaba, no final de semana,
e o encontrou lotado. “Despencou o desemprego, melhorou a massa
salarial, a economia cresceu 3,4% e o setor supermercadista cresceu
6,5%, quase o dobro do PIB”, justificou.
Como forma de dar continuidade ao desenvolvimento e estabelecer
algum nível de justiça tributária, Alckmin destacou os efeitos da proposta
de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais
e a redução para quem ganha até R$ 7 mil. O texto foi encaminhado pelo
governo ao Congresso em março.
O presidente em exercício salientou que a alíquota atual de 27,5%, paga
por boa parte dos trabalhadores, “não é razoável” e que a mudança
proposta é neutra do ponto de vista fiscal porque compensa a perda de
arrecadação com a cobrança maior sobre os mais ricos. “Aliás, é para
isso que existe o IR: para ter justiça tributária. Isso vai melhorar a renda
da população, que poderá consumir mais”, salientou.
Outro ponto abordado foram as ações do governo frente à inflação de
alimentos. Como principais fatores que influenciaram o aumento desses
itens no ano passado, Alckmin lembrou a seca intensa, que fez a safra
cair, e a disparada do dólar por fatores externos, que elevou a cotação a
R$ 6,20.
“O que fez o governo naquela emergência? Zerou o imposto de
importação. É claro que isso não resolve tudo, mas naquele momento
não aumentamos, nem criamos tributos para exportar; nós baixamos o
imposto de importação. Foi transitório, mas ajudou em alguns itens”,
disse.
Neste ano, destacou que “o clima até agora está ótimo, devemos ter uma
safra recorde e o dólar despencou de R$ 6,20 para R$ 5,70. Então, isso
deve derrubar o preço dos alimentos e a inflação”.
Alckmin também ressaltou a importância da reforma tributária tanto para
a população quanto para o empresariado, já que isenta toda a cesta
básica, inclusive a carne, além de baratear e simplificar o sistema.
“Depois de totalmente implantada, em 15 anos, o Ipea mostra que o PIB
brasileiro pode crescer 12% a mais; os investimentos, 14% a mais e as
exportações, 17% a mais”, afirmou.
O presidente também rebateu as críticas do setor ao “Crédito do
Trabalhador”, segundo as quais o programa de consignado estaria
contribuindo para endividar os trabalhadores. “O objetivo não é aumentar
o endividamento das pessoas, mas melhorar a sua renda. Muito
trabalhador está pagando 50%, 60%, 80% de juros ao ano”, ponderou.

Com o programa, exemplificou, uma pessoa que paga R$ 600 de
prestação de empréstimo passará a pagar R$ 320 porque “despenca o
spread, já que não tem risco; então, neste caso, sobrariam R$ 280 para
consumir ou fazer poupança, enfim, o objetivo é melhorar a renda dos
trabalhadores”.
O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) também foi abordado
durante a abertura do evento. O governo vem estudando a possibilidade
de substituir o vale-refeição por repasse via Pix, uma forma de diminuir
as despesas geradas pelas operadoras dos vales.
“O voucher foi feito para ajudar o trabalhador na sua alimentação, só que
está com uma intermediação absurdamente cara, então vamos trabalhar
para reduzir isso e buscar alternativa para beneficiar o consumidor e o
setor produtivo”, declarou.

Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *