Brasil descobre caixa-preta de renúncia fiscal de R$ 800 bilhões, diz Haddad

O ministro da Fazenda disse que população paga mais impostos em
razão de lobby. “Enquanto aquele que paga imposto fica prejudicado por

aquele que fez do lobby a sua profissão de fé”, diz

por  Iram Alfaia

Publicado 26/05/2025 14:58 | Editado 26/05/2025 15:12

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Marcelo Camargo/AgBr
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira
(26) que a pasta descobriu no orçamento uma caixa-preta de subsídio e
renúncia fiscal da ordem de R$ 800 bilhões.
A fala foi feita durante o evento “Nova Indústria Brasil”, no Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de
Janeiro. Haddad não especificou quais subsídios e renúncias fazem
parte desse cálculo.
“Falava-se muito da caixa-preta do BNDES e hoje a gente descobriu uma
caixa-preta no Orçamento federal de R$ 800 bilhões em subsídios. Ao
invés de oferecer uma alíquota média de tributos menor para todo
mundo, a gente resolve escolher lá no orçamento os campeões nacionais
que levam o grosso do orçamento. Enquanto aquele que paga imposto
fica prejudicado por aquele que fez do lobby a sua profissão de fé”,
afirmou.
O ministro elogiou o trabalho do presidente do BNDES, Aloizio
Mercadante, na questão do fomento.
Leia mais:  Haddad diz que isenção do IR é tão justa que deveria ser
aprovada em 15 dias
“A gente precisa entender isso, e eu penso que o presidente Mercadante
tem dado ao BNDES um toque de muita engenhosidade, no sentido de
recuperar com instrumentos novos a capacidade de fomentar a indústria
do nosso país, o emprego industrial e assim por diante”, disse.
Para ele, muita coisa tem por ser feita, mas o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, nos dois anos de trabalho, “demonstrou uma capacidade e um

compromisso com a indústria que precisa ser, no seu dia, muito
valorizado”.
Com a aprovação da reforma tributária no Congresso, Haddad projetou
efeitos positivos no ambiente de negócios no país.
“Começando pelo fato de que a desoneração do investimento vai ser de
100%, A desoneração da exportação vai ser de 100%, a guerra fiscal vai
acabar entre os estados, inclusive a guerra fiscal dos estados com a
União também vai acabar, em benefício do bom empresário”, diz.
O ministro lembrou também que há desafios a enfrentar, sobretudo em
relação ao equilíbrio orçamentário. “Com apoio de parte do Congresso,
estamos conseguindo avançar no sentido de estabilizar o orçamento e
criar as condições macroeconômicas para a indústria voltar a se
desenvolver”, disse.
Fonte: Vermelho

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *