Brasil segue rota positiva e mercado revê inflação para baixo e PIB para cima

Boletim Focus desta semana mostrou que previsão de analistas baixou índice
inflacionário para 4,85% e aumentou a perspectiva de crescimento da economia
para 2,19% em 2025
O mercado financeiro reviu para baixo a inflação de 2025, que passou de 4,86%
para 4,85%, bem como as dos próximos anos. Ao mesmo tempo, aumentou a
expectativa com o PIB, que foi de 2,18% para 2,19%. Embora sutis, as revisões
indicam a consolidação de um cenário positivo. As informações constam do
Boletim Focus desta semana, divulgado na segunda-feira (1º).
A pesquisa, baseada na expectativa de instituições financeiras para os principais
indicadores econômicos, considera, para o cálculo da inflação, o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, considerada a medição oficial.
Assim como em 2025, para o próximo ano a projeção também teve queda, saindo
de 4,33% para 4,31%. Nos anos seguintes, 2027 e 2028, as previsões são de
3,94% e 3,8%, respectivamente.
Na semana passada, o IPCA-15 mostrou que a prévia da inflação em agosto ficou
negativa em 0,14%, resultado 0,47 ponto percentual abaixo do registrado em
julho (0,33%). Com isso, o mês de agosto teve o menor índice desde setembro
de 2022 e a primeira deflação desde julho de 2023, quando o recuo foi de 0,07%.
Com relação ao crescimento do PIB, a melhora na expectativa também se deu
sobre os próximos anos, passando de 1,86% para 1,87% em 2026; de 1,87%
para 1,89% em 2027 e se mantendo em 2% para 2028.
No primeiro trimestre deste ano, a economia cresceu 1,4%, tendo como principal
impulsionadora a agropecuária. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. Foi o
quarto ano seguido de avanço nesse indicador e a maior expansão desde 2021.
Quanto à taxa de juros, que ainda é um dos principais entraves para um maior
avanço econômico do país, a previsão do mercado é que a Selic feche 2025 em
15% ao ano, caindo para 12,5% ao ano em 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é
que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano,
respectivamente.
Atualmente, a taxa já está em 15%, percentual mantido em reunião do Copom
(Comitê de Política Monetária) no final de julho. O ciclo de altas foi pausado em
junho, após sete elevações consecutivas, iniciadas em setembro de 2024.

Fonte: Portal Vermelho

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