Interpol inclui foragidos do PCC em lista vermelha após operação bilionária

Suspeitos da Operação Carbono Oculto e da Operação Tank, ligados a
fraudes no setor de combustíveis e fundos de investimento, agora são

procurados em 196 países.

por  Barbara Luz

Publicado 31/08/2025 13:21
Polícia Federal durante operação que investiga esquema bilionário de
lavagem de dinheiro do PCC | Foto: Divulgação/PF
A Interpol incluiu na difusão vermelha os nomes de oito foragidos da
Operação Carbono Oculto, considerada a maior ação já realizada no
Brasil contra a infiltração do crime organizado na economia formal. A
medida transforma os suspeitos em foragidos internacionais,
permitindo que sejam localizados e presos em qualquer um dos 196
países membros da organização.
Entre os nomes encaminhados pela Polícia Federal à Interpol estão
figuras centrais do esquema. Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”,
apontado como epicentro da organização criminosa, e Roberto
Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, considerado colíder, lideram a
lista. Também foram incluídos Daniel Dias Lopes, descrito como
“pessoa chave” pela ligação com distribuidoras de combustíveis; sua
esposa, Miriam Favero Lopes; além dos empresários Felipe Renan
Jacobs, Renato Renard Gineste, Rodrigo Renard Gineste e Celso Leite
Soares.
Esquema bilionário e suspeita de vazamento
Deflagrada em 28 de agosto, a Operação Carbono Oculto mobilizou
1,4 mil agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Receita Estadual,
Ministério Público e polícias estaduais, cumprindo 200 mandados de
busca e apreensão contra 350 alvos em 10 estados. O esquema
envolvia lavagem de dinheiro, evasão fiscal e uso de fundos de
investimento para ocultar recursos ilícitos. Estima-se que o PCC tenha

movimentado R$ 52 bilhões e sonegado até R$ 7,6 bilhões em
impostos.
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Promotores do MP-SP suspeitam que informações da operação
tenham sido vazadas, já que vários alvos abandonaram suas casas
antes da chegada da polícia. Apesar disso, os endereços considerados
mais relevantes para a investigação, como o do BK Bank, não foram
atingidos pelo suposto vazamento.
Operação Tank e cerco internacional
Paralelamente, a Polícia Federal no Paraná coordenou a Operação
Tank, que apurou a injeção de R$ 1 bilhão em espécie em 46 postos
de combustíveis em Curitiba, usados para lavagem de dinheiro. Dos
14 mandados de prisão preventiva expedidos, oito não foram
cumpridos porque os investigados fugiram. Um deles chegou a ser
encontrado escondido em um iate de luxo em Santa Catarina. As
autoridades brasileiras pediram à Interpol a inclusão dos nomes na
lista vermelha diante da suspeita de que os fugitivos tenham cruzado
a fronteira para países vizinhos.
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com agências

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