Congresso radicaliza a pauta antissindical

Recentes votações e projetos de lei apresentados demonstram um Congresso
totalmente alinhado ao mercado. O veto do dia 25 ao Projeto de Lei de Lula, que
visava aplicar IOF sobre grandes transações bancárias e especuladores, reforça o
alinhamento do Parlamento aos ditames do mercado e do grande capital.
A palavra de ordem no Congresso é cortar gastos. Na verdade, a direita quer
cortar recursos do governo destinados a programas sociais, agravando as
condições de vida dos mais pobres.
O Diap acompanha o passo a passo dos projetos, tramitações e votações.
Neuriberg Dias, jornalista, analista político e diretor do Diap, é sintético na
avaliação: “As condições pioraram para as pautas de interesse popular. Aí se
incluem as demandas de categorias profissionais e a Pauta Unitária das Centrais”.
2026 – No horizonte dessa postura, afirma o analista do Diap, estão as eleições
de 2026. Ele alerta: “A direita agora age em bloco, tentando formatar seu projeto
para o ano que vem. Consolidado o projeto, vai-se encaixar o candidato ideal
para os conservadores e a extrema direita”. O grupo mais extremista soma perto
de 150 parlamentares. Para Neuriberg, eles são claros na intenção de enfraquecer
ou mesmo desmontar o sindicalismo, trazendo de novo à pauta o modelo
Guedes/Bolsonaro.
No governo anterior, o Congresso era quase o mesmo que aí está. À época, o
sindicalismo conseguiu conter iniciativas drásticas, como o da Carteira Verde e
Amarela. Na atual legislatura, foram aprovados projetos importantes, tais como a
valorização do salário mínimo e a igualdade entre homens e mulheres. Mas a
queda do apoio popular a Lula agrava o quadro e reduz o campo de ação dos
progressistas.
Segundo Neuriberg Dias, “a ação e a reação do bloco oposicionista agora é mais
objetiva”. E tem agenda definida. “O clima entre os 350 oposicionistas (número
estimado) é fortemente alinhado a um ambiente de negócios. Aí entra a
disposição de desmonte do movimento sindical”, avalia o diretor do Diap.
E não vai faltar dinheiro para os candidatos da direita. “Considerando-se os
valores oficiais, a Federação conservadora ficará com 80% dos recursos
originários do Fundo Eleitoral e do Partidário. À Federação liderada pelo PT, cerca
de 20%”. Tais Fundos somam perto de R$ 6 bilhões.
Mais – Sites do Diap e da Agência Sindical. Neuriberg (61) 98473.0298

Fonte: Agência Sindical

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