Governo, trabalhadores e empregadores alinham ações para a realização da Conferência Nacional do Trabalho

Reunião tripartite define formato definido pelas três bancadas, cronograma de
etapas regionais e retomada do Grupo de Trabalho Organizador com foco em
resultados concretos para o mundo do trabalho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, conduziu na quinta-feira (26),
em Brasília (DF), uma reunião tripartite com representantes do governo federal,
das centrais sindicais e das confederações de empregadores para definir o
processo de convocação e realização da Conferência Nacional do Trabalho.
Durante o encontro, foram definidos, de forma consensual entre as três
bancadas, o formato da Conferência, o cronograma das etapas regionais —
previstas até outubro de 2025 — e a retomada do Grupo de Trabalho Organizador
(GTO), responsável por coordenar os encaminhamentos e garantir propostas
objetivas e viáveis para o mundo do trabalho.
O sociólogo e assessor das centrais sindicais, Clemente Ganz Lúcio, destacou os
desafios contemporâneos que exigem novas diretrizes para as políticas públicas
de emprego, trabalho e renda. “As políticas públicas devem responder às
profundas transformações no sistema produtivo, às inovações tecnológicas e aos
impactos da emergência climática”, afirmou. Segundo ele, é urgente a formulação
de propostas voltadas à qualificação profissional contínua, à intermediação de
mão de obra, à proteção ao emprego e ao apoio ao trabalho autônomo. “Esse
conjunto deve ser guiado pelo fortalecimento do diálogo social, da negociação
coletiva e de entidades representativas sólidas, pois isso também sustenta a
democracia e o desenvolvimento do país.”
Ganz Lúcio também ressaltou o comprometimento das confederações na
construção coletiva do evento. “Há um compromisso das confederações de
estarem juntas na construção da conferência. Nossa experiência mostra que é
fundamental focar em temas concretos, que tragam frutos reais para
trabalhadores e empregadores.”
Representando o presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Francisco
Canindé Pegado reiterou o apoio à realização da conferência e ressaltou a
importância de o debate sobre os detalhes do processo ocorrer no âmbito do
GTO. “Nós apoiamos a realização da conferência e entendemos que o debate de
suas nuances deve ser feito dentro do GTO, que pode ser convocado conforme o
Ministério entender. A sociedade brasileira espera uma resposta prática deste
encontro.”
Clóvis Veloso de Queiróz Neto, da CN Saúde, que representou as confederações
dos trabalhadores, enfatizou a importância da definição clara dos temas da
conferência. “Os temas precisam ser bem definidos, e a comissão organizadora
deve atuar com foco nos eixos temáticos que já estão sendo construídos.”
O ministro Luiz Marinho reforçou a prioridade dada à Conferência e a relevância
do diálogo tripartite para enfrentar os desafios do mundo do trabalho. “A
realização da Conferência Nacional do Trabalho é prioridade. A expectativa é
realizar as etapas regionais até outubro deste ano e a etapa nacional em março
de 2026. O Ministério do Trabalho coordenará a comissão organizadora,
garantindo a paridade entre as bancadas e foco na construção de propostas
objetivas.”
No encerramento da reunião, Luiz Marinho destacou: “Queremos assegurar que

esta conferência seja um marco no fortalecimento do diálogo social no país. É
fundamental que trabalhadores, empregadores e governo caminhem juntos para
construir políticas que promovam emprego digno, renda justa e adaptação às
transformações do mundo do trabalho. Temos compromisso com um processo
transparente, produtivo e que gere resultados concretos para a sociedade
brasileira.”
Participantes da reunião tripartite sobre a Conferência Nacional do
Trabalho
Representando as centrais sindicais, participaram:
– Sergio Aparecido Nobre — Central Única dos Trabalhadores (CUT)
– Miguel Torres — Força Sindical (FS)
– Ricardo Patah — União Geral dos Trabalhadores (UGT)
– Adilson Araújo — Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
– Antonio Neto — Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
– Moacyr Roberto Tesch Auersvald — Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST)
– Francisco Canindé Pegado — Coordenador da Bancada dos Trabalhadores no
CNT
– Clemente Ganz Lúcio — Assessor das centrais sindicais
– Adriana Marcolino — Técnica do Dieese
Pelas confederações de empregadores, estiveram presentes:
– Sylvia Lorena Teixeira — Confederação Nacional da Indústria (CNI)
– Ivo Dall’Acqua Jr. — Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC)
– Rodrigo Hugueney do Amaral Mello — Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA)
– Frederico Toledo Melo — Confederação Nacional do Transporte (CNT)
– Cleverson Massao Kaimoto — Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria de Alimentação e Afins (CNTA)
– Clóvis Veloso de Queiróz Neto — Confederação Nacional de Saúde (CN Saúde)
– Valter Menegon — Confederação Nacional de Saúde (CNS)
– Bruno da Silva Vasconcelos — Confederação Nacional das Cooperativas
(CNCOOP)
– Mario Roberto Opice Leão — Confederação Nacional das Instituições Financeiras
(CONSIF)
– Nicolino Eugenio — Gerente de Relações Trabalhistas e Sindicais da Federação
Brasileira de Bancos (Febraban)

Fonte: MTE

Fonte: Vermelho

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