Decano do STF, Gilmar avisa: Zanin e Dino não serão impedidos de julgar Bolsonaro

Gilmar afirmou que os pedidos de suspeição não podem ser usados como

estratégia para afastar relatores

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou
nesta terça-feira (25) que não há justificativa para impedir ministros da Corte de
julgarem a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair
Bolsonaro no caso da trama golpista. A declaração foi dada em conversa com
jornalistas e foi divulgada pela Agência Brasil.
Mais cedo, a defesa do ex-presidente entrou com um pedido no STF para afastar
os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino do julgamento, que será realizado pela
Primeira Turma da Corte, em data ainda não definida. O argumento dos
advogados é que Dino, quando era ministro da Justiça, apresentou uma queixa-
crime contra Bolsonaro, enquanto Zanin atuou como advogado da campanha do
presidente Lula e entrou com ações contra a chapa bolsonarista nas eleições de
2022.
Gilmar Mendes, no entanto, rechaçou a tentativa e afirmou que os pedidos de
suspeição não podem ser usados como estratégia para afastar relatores. "Não
vejo que isso vai funcionar. É natural e legítimo que se faça, mas não parece
haver razão para a suspeição ou impedimento", disse o ministro.
O magistrado também comentou a atuação do ministro Alexandre de Moraes no
caso, enfatizando que a advertência feita ao ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
não pode ser comparada ao conluio entre Sergio Moro e a força-tarefa da Lava
Jato. Para Gilmar, o relatório da Polícia Federal é sólido e apresenta ampla
documentação, incluindo vídeos e registros de reuniões que reforçam as
acusações contra Bolsonaro e outros investigados.
Se a maioria dos ministros da Primeira Turma aceitar a denúncia, Bolsonaro e os
outros 33 acusados passarão à condição de réus e responderão a uma ação penal
no STF. O julgamento pode ocorrer ainda no primeiro semestre de 2025.
Fonte: Brasil247

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