Queda no desemprego e recorde de formalidade mostram “Brasil mais forte”, diz Lula

Presidente comemorou dados do IBGE que indicam 5,6% de
desocupação em julho, a menor da série histórica, e 39 milhões de
empregados com carteira assinada, aumento de 3,5% no ano
por  Priscila Lobregatte

Publicado 16/09/2025 12:27 | Editado 16/09/2025 14:34

Lula e trabalhadores. Foto: Ricardo Stuckert
A taxa de desemprego no Brasil nunca esteve tão baixa, marcando
5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor da série histórica
(que teve início em 2012). Com isso, o total de trabalhadores do país
bateu novo recorde, chegando a 102,4 milhões. Os dados são da
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua,
divulgada nesta terça-feira (16) pelo IBGE.

“Desemprego em queda, na mínima histórica. Recorde de empregos
com carteira assinada. Aumento de renda. Dados que mostram um
Brasil mais forte!”, comemorou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
pelas redes sociais.
De acordo com o levantamento, o nível da ocupação manteve o
percentual recorde de 58,8%. Além disso, o número de empregados
com carteira assinada também foi recorde, chegando a 39,1 milhões.
A população desempregada caiu para 6,118 milhões, o menor desde
o último trimestre de 2013. Já a população fora da força de trabalho
se manteve estável, em 65,6 milhões.
Na avaliação de William Kratochwill, analista do IBGE, “esses números
sustentam o bom momento do mercado de trabalho, com
crescimento da ocupação e redução da subutilização da mão de obra,
ou seja, um mercado de trabalho mais ativo”.
Outro dado relevante trazido pela pesquisa diz respeito à queda de
11% (332 mil) da população desalentada, que ficou em 2,7 milhões no
trimestre. No ano, a queda foi ainda maior, de 15%, o que significa
475 mil pessoas a menos nessa situação. O universo de brasileiros
desalentados, portanto, recuou 0,3 ponto percentual (p.p.) no
trimestre e 0,4 p.p. no ano, chegando a 2,4% da população.
Segundo Kratochwill, “as pessoas que deixaram a população
desocupada não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no
desalento, elas estão realmente ingressando no mercado de trabalho,
o que é corroborado pelo recorde na ocupação”.
Aumento nos rendimentos
Esse cenário positivo se reflete, como consequência, nos ganhos dos
brasileiros. De acordo com o IBGE, a massa de rendimento médio real
bateu novo recorde, chegando a R$ 352,3 bilhões e crescendo em
ambas as comparações: 2,5% (mais R$ 8,6 bilhões) no trimestre e
6,4% (mais R$ 21,3 bilhões) no ano.
Quanto ao rendimento médio real habitual dos trabalhadores, o valor
chegou a R$ 3.484, crescendo 1,3% no trimestre e 3,8% no ano. O
aumento na comparação trimestral foi puxado pela Administração

pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e
serviços sociais (1,8%, ou mais R$ 86).
As categorias em que se verificou maiores aumentos do rendimento
médio na comparação com o mesmo período do ano passado estão:
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,2%,
ou mais R$ 149); Construção (7%, ou mais R$ 178), Informação,
Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e
Administrativas (5,3%, ou mais R$ 246); Administração pública, defesa,
seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2%,
ou mais R$ 151) e Serviços domésticos (5%, ou mais R$ 63).
“Nosso país está dando passos decisivos: com geração de empregos,
carteira assinada recorde e queda da desocupação. Esse é o governo
Lula mostrando que quando se governa para as pessoas, a
prosperidade e a inclusão acontecem”, declarou o ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Informalidade
A pesquisa traz ainda outro recorde relevante: o de empregados do
setor privado com carteira de trabalho assinada, que chegou a 39,1
milhões, mostrando estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (mais
1,3 milhão de pessoas) no ano.
O contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões)
também foi recorde, crescendo 1,9% (mais 492 mil pessoas) no
trimestre e 4,2% (mais 1 milhão) no ano. Já o número de empregados
do setor privado sem carteira assinada (13,5 milhões) ficou estável
nas duas comparações.
No caso da informalidade, a taxa chegou a 37,8%, menor que a do
trimestre móvel anterior (38%) e à do mesmo período do ano passado
(38,7%). No entanto, o total de trabalhadores sem vínculo formal (38,8
milhões) teve ligeira alta frente ao trimestre anterior (38,5 milhões) e
ao mesmo período de 2025 (38,7 milhões).

Fonte: Vermelho

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