Revisão da vida toda: relator vota contra devolução de valores

Nunes Marques rejeitou recurso que questiona a decisão do STF, que anulou a

possibilidade de revisão das aposentadorias pelo INSS

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra a
devolução dos valores recebidos por pessoas que foram beneficiadas em ações
judiciais sobre o caso, conhecido como a “revisão da vida toda”, de
aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nunes Marques, relator do caso, votou para rejeitar um recurso que questiona a
decisão da Corte, tomada em março do ano passado, que derrubou a
possibilidade, de revisão da vida toda, de aposentadorias do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS).
O ministro entendeu que as regras aprovadas pelo Supremo valem apenas para
aqueles que receberam as verbas até 5 de abril de 2024, data da publicação da
ata do julgamento que derrubou a tese.
“Não colherão êxito eventuais cobranças feitas pelo INSS em face dos segurados
ou sucessores, referentes a valores recebidos a maior [quando o contribuinte
paga mais do que deve] até a data de 5 de abril de 2024, em decorrência de
decisões judiciais favoráveis à Revisão da Vida Toda”, afirmou o ministro da
decisão.
A Corte julga o recurso apresentado pela Confederação Nacional dos
Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM). O caso é analisado em sessão virtual, que
começou nesta sexta-feira (14). O julgamento vai até dia 21 de fevereiro. No
formato, não há debate entre os ministros e os votos são apresentados num
sistema eletrônico.
No voto, Nunes também determinou que a Corte encerre a tramitação da ação,
para que o Supremo não receba novos questionamentos em relação ao caso.
Em setembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou o
entendimento que permitia a revisão das aposentadorias. A Corte estabeleceu um
cálculo único, e obrigatório, para a concessão dos benefícios, eliminando a
possibilidade do segurado escolher a fórmula mais vantajosa.
Na decisão, por 7 votos a 4, os ministros concluíram que os aposentados não
podem optar pela regra mais favorável ao calcular os respectivos benefícios. Na
prática, isso revogou a chamada “revisão da vida toda”, que havia sido validada
pelo STF em 2022.
Até então, os trabalhadores podiam escolher a regra que considerassem mais
vantajosa, incluindo contribuições feitas ao longo de toda a vida profissional. A
medida buscava evitar prejuízos decorrentes da alta inflação, antes da
implementação do Plano Real.

Fonte: CNN Brasil

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