Flávio Dino comandará Primeira Turma do STF em julgamentos da trama golpista

Ministro assume em 1º de outubro no lugar de Cristiano Zanin e terá
papel decisivo nos processos contra réus ligados ao governo

Bolsonaro

por  Barbara Luz

Publicado 24/09/2025 18:05 | Editado 24/09/2025 18:45
O ministro da Justiça, Flávio Dino, na Comissão de Constituição e Justiça e
de Cidadania (CCJ) da Câmara | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ministro Flávio Dino foi eleito, nesta terça-feira (23), presidente da
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele assume o
posto em 1º de outubro, sucedendo o ministro Cristiano Zanin. A
escolha ocorreu de forma simbólica, já que, segundo o regimento
interno da Corte, o cargo deve ser ocupado em sistema de rodízio
anual.
Além de Dino e Zanin, a turma é composta por Alexandre de Moraes,
Luiz Fux e Cármen Lúcia. Como presidente, Dino terá a
responsabilidade de definir as datas de julgamento dos réus
envolvidos na trama golpista ocorrida durante o governo de Jair
Bolsonaro. Até agora, apenas o núcleo 1 — que inclui o ex-presidente
e mais sete acusados — foi condenado. Os núcleos 2, 3, 4 e 5 ainda
devem ser julgados neste ano.
Trajetória política e jurídica
Formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA),
Dino foi juiz federal, presidiu a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e
chefiou a Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em 2006, filiou-se ao PCdoB, legenda em que permaneceu por 15
anos. Pelo partido, foi eleito deputado federal pelo Maranhão e,
posteriormente, consagrou-se como o primeiro político a governar
um estado da federação pela sigla. Em 2014, venceu as eleições para

governador do Maranhão e, em 2018, foi reeleito em primeiro turno
com quase 60% dos votos válidos, consolidando sua liderança política.
Entre 2011 e 2014, também presidiu a Embratur. Em 2022, foi eleito
senador, mas deixou a cadeira para assumir o Ministério da Justiça no
terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Indicado por Lula, tomou posse como ministro do STF em fevereiro de
2024, na vaga deixada por Rosa Weber. Agora, com a presidência da
Primeira Turma, terá papel central em julgamentos de grande
repercussão política e institucional.

Fonte: Vermelho

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