Conta de luz e alimentos derrubam inflação em agosto

IPCA recua 0,11% em agosto, maior queda desde 2022; energia
elétrica, tomate, batata e gasolina estão entre os itens que mais

caíram, aponta IBGE

por  Barbara Luz

Publicado 10/09/2025 11:04 | Editado 10/09/2025 11:13

Foto: Sergio Moraes/reprodução
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou
deflação de 0,11% em agosto. Esse é o primeiro resultado negativo
desde agosto de 2024 (-0,02%) e o mais intenso desde setembro de
2022 (-0,29%), segundo o IBGE. No acumulado do ano, a inflação
soma 3,15% e, em 12 meses, 5,13%, levemente abaixo dos 5,23%
registrados nos 12 meses anteriores.
Energia elétrica e alimentos derrubam preços
O grupo Habitação apresentou a maior contribuição para a deflação,
com recuo de 0,90%. A principal influência veio da energia elétrica

residencial, que caiu 4,21% com o chamado Bônus de Itaipu, apesar
da bandeira tarifária vermelha 2, que encarece a conta de luz. “Essa
foi menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real”,
destacou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
Na sequência, o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%) registrou a
terceira deflação seguida, com forte queda em produtos como
tomate (-13,39%), batata (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e
café moído (-2,17%). Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA,
“de forma geral, tais produtos alimentícios registraram quedas em
razão de maior oferta”.
O grupo Transportes (-0,27%) também ajudou a puxar o índice para
baixo, com queda nas passagens aéreas (-2,44%) após o fim das férias
escolares e no preço dos combustíveis, especialmente a gasolina (-
0,94%).
Setores que ficaram mais caros
Apesar da deflação, alguns setores subiram em agosto. Educação
(0,75%) foi influenciada por reajustes em cursos regulares, com
destaque para ensino superior (1,26%) e cursos de idiomas (1,87%).
Saúde e cuidados pessoais (0,54%) refletiram altas em itens de
higiene pessoal (0,80%) e planos de saúde (0,50%). Já o Vestuário
(0,72%) teve aumento em roupas masculinas (0,93%) e calçados
(0,69%).
No recorte regional, Vitória teve a maior alta (0,23%), pressionada
pela energia elétrica e taxa de água e esgoto. Já Goiânia e Porto
Alegre registraram as maiores quedas, ambas de -0,40%, devido à
redução na conta de luz e nos combustíveis.
INPC também cai
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a
inflação para famílias de menor renda, também caiu em agosto: –
0,21%. No acumulado do ano, o índice está em 3,08% e, em 12 meses,
em 5,05%, também abaixo do registrado no período anterior.

Fonte: Vermelho

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