Contra o “tarifaço”, entidades protestam pelo Brasil no dia 1º de agosto
O “Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Soberania” acontece na
data marcada por Trump para o início das sanções. Na sexta-feira
(25), a Carta em Defesa da Soberania será apresentada
por Murilo da Silva
Publicado 24/07/2025 17:04
Ato em frente ao MASP, em 10/7. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou para o dia 1
de agosto o início das sanções contra os produtos exportados pelo
Brasil. Nesta data, os movimentos sociais e estudantis, junto com as
centrais sindicais, promoverão atos por todo o Brasil com o nome
“Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Soberania”.
Parte dessa mobilização já começa na sexta-feira (25), com a leitura
da “ Carta em Defesa da Soberania Nacional ”, no Largo de São
Francisco, em São Paulo (SP). O ato, convocado por juristas, conta
com apoio de diversas entidades e reunirá importantes vozes contra
o autoritarismo norte-americano que tenta influenciar decisões
brasileiras com a ameaça da tarifa de 50% sobre os produtos de
exportação nacionais.
1º de agosto
Para a sexta-feira, dia 1 de agosto, entidades como a Frente Brasil
Popular, Frente Povo Sem Medo, as centrais sindicais, entre elas a
CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), assim
como a União Nacional dos Estudantes (UNE), buscam unificar
manifestações por todo o Brasil para denunciar as sanções norte-
americanas . Na próxima segunda-feira (28), uma plenária nacional
com as representações estaduais definirá onde serão os atos e os
horários. A Embaixada dos EUA e os consulados do país pelo Brasil
são locais indicados para as manifestações, mas isso ainda será
definido por cada coordenação.
No dia 1 — data marcada para o começo da tarifa de 50% — também
haverá mobilização nas redes sociais em “Defesa da Soberania” e para
denunciar o início do “tarifaço” imposto por Trump .
Leia mais: Carta em defesa da soberania nacional prega união contra
“coação externa”
Liège Rocha, que representa o PCdoB na operativa da Frente Brasil
Popular e acompanha a coordenação dos atos, reforça a importância
das mobilizações em 25 de julho e 1 de agosto em defesa da
soberania brasileira.
“O 1º de agosto está marcado como dia de luta contra o “tarifaço”. Há
uma unidade muito grande em relação às bandeiras levantadas: a
questão da soberania nacional e contra o “tarifaço”. Além disso,
iremos defender as bandeiras que constam no Plebiscito Popular Por
um Brasil Mais Justo e em defesa do meio ambiente”, explica.
O Plebiscito colhe em todo o país a opinião da sociedade sobre o fim
da escala 6×1 sem redução de salário, sobre a isenção do Imposto de
Renda para quem ganha até R$ 5 mil, bem como sobre a taxação dos
super-ricos.
Já a pauta ambiental foca o chamado PL da Devastação — maior
retrocesso ambiental desde a ditadura que foi aprovado pelo
Congresso Nacional.
Ato em frente ao MASP, em 10/7. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Segundo Liège, que coordena a Comissão Nacional de Direitos
Humanos do PCdoB, a conjuntura é favorável às manifestações, uma
vez que o governo tem se posicionado enfaticamente pela soberania.
Leia mais: Plebiscito Popular mobiliza o Brasil por redução de
jornada e IR mais justo
Ela também observa que as manifestações que aconteceram no dia
10 de julho demonstraram força , com destaque para a que ocorreu
em São Paulo. Os atos tiveram como pauta as bandeiras que constam
no Plebiscito Popular e ainda emplacaram apoio à chamada “Taxação
BBB” — sigla para Bets, Bancos e Bilionários.
“A avaliação sobre as manifestações do dia 10, aqui em São Paulo e
em alguns outros estados, é muito positiva. Na Avenida Paulista, a
esquerda reuniu mais pessoas do que o ato organizado
pelos apoiadores de Bolsonaro , tivemos uma mobilização maior”,
afirma Rocha, ao reforçar que as próximas agendas da esquerda
devem contar com o mesmo apoio.
Fonte: Vermelho

