Para Marco Cepik, “não havia acontecido no Brasil ainda um ataque tão sistemático às instituições” por  André Cintra Publicado 11/06/2023 11:56 À frente da Escola de Inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Marco Cepik acredita que os ataques golpistas de 8 de Janeiro são um marco antidemocrático sem precedentes. “O que aconteceu no 8 de janeiro é muito grave porque não havia acontecido no Brasil ainda um ataque tão sistemático às instituições”, afirma Cepik em entrevista à Folha publicada neste domingo (11). Na ocasião, bolsonaristas invadiram e depredaram sedes dos Três Poderes, como o Palácio do Planalto (Executivo), o Congresso Nacional (Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (STF, Judiciário). “Aqueles prédios são símbolos fortes da institucionalidade democrática constituída a partir da Constituição de 1988. Qualquer ataque àquilo é um ataque à alma do Brasil”, resume o diretor da Escola, que também é professor universitário e um dos maiores especialistas em Inteligência no País. “Isso sinaliza a necessidade de uma atividade de inteligência que seja capaz de entender e antecipar as vulnerabilidades e os riscos de que esses eventos possam ser recorrentes. Nós não queremos outro 8 de janeiro na história do Brasil”, diz. Segundo ele, o presidente Lula (PT) definiu três prioridades para a Abin: a defesa do Estado Democrático de Direito, os impactos das mudanças climáticas e as ameaças cibernéticas. Para isso, defende mais investimentos. “Temos uma agência modesta em termos de pessoal e orçamento, que tem uma necessidade de ter mais recursos. Então precisamos de uma Abin mais forte.” A questão cibernética é uma da smais complexas porque, lembra Cepik, “os órgãos de inteligência de modo geral surgiram no século 20, ainda no mundo analógico. Eles passaram pela primeira revolução digital, se adaptaram. Hoje nós estamos vivendo uma segunda revolução digital”. O que fazer? “A gente precisa aproveitar a segunda revolução digital para melhorar a nossa capacidade de analisar essas informações.”

Para Marco Cepik, “não havia acontecido no Brasil ainda um ataque tão
sistemático às instituições”

À frente da Escola de Inteligência da Abin (Agência Brasileira de
Inteligência), Marco Cepik acredita que os ataques golpistas de 8 de
Janeiro são um marco antidemocrático sem precedentes. “O que
aconteceu no 8 de janeiro é muito grave porque não havia acontecido no
Brasil ainda um ataque tão sistemático às instituições”, afirma Cepik em
entrevista à Folha publicada neste domingo (11).
Na ocasião, bolsonaristas invadiram e depredaram sedes dos Três
Poderes, como o Palácio do Planalto (Executivo), o Congresso Nacional
(Legislativo) e o Supremo Tribunal Federal (STF, Judiciário). “Aqueles
prédios são símbolos fortes da institucionalidade democrática constituída
a partir da Constituição de 1988. Qualquer ataque àquilo é um ataque à
alma do Brasil”, resume o diretor da Escola, que também é professor
universitário e um dos maiores especialistas em Inteligência no País.
“Isso sinaliza a necessidade de uma atividade de inteligência que seja
capaz de entender e antecipar as vulnerabilidades e os riscos de que
esses eventos possam ser recorrentes. Nós não queremos outro 8 de
janeiro na história do Brasil”, diz.
Segundo ele, o presidente Lula (PT) definiu três prioridades para a Abin:
a defesa do Estado Democrático de Direito, os impactos das mudanças
climáticas e as ameaças cibernéticas. Para isso, defende mais
investimentos. “Temos uma agência modesta em termos de pessoal e
orçamento, que tem uma necessidade de ter mais recursos. Então
precisamos de uma Abin mais forte.”
A questão cibernética é uma da smais complexas porque, lembra Cepik,
“os órgãos de inteligência de modo geral surgiram no século 20, ainda no
mundo analógico. Eles passaram pela primeira revolução digital, se
adaptaram. Hoje nós estamos vivendo uma segunda revolução digital”. O
que fazer? “A gente precisa aproveitar a segunda revolução digital para
melhorar a nossa capacidade de analisar essas informações.”

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