Segunda Turma do STF mantém prisão do “Careca do INSS” e Camisotti por fraude

Colegiado formou maioria para que os dois suspeitos pelo esquema
de desvios de aposentadorias e pensões continuem detidos.

Julgamento virtual segue até sexta

por  Priscila Lobregatte

Publicado 29/09/2025 11:56 | Editado 29/09/2025 12:06

Foto: Gustavo Moreno/STF
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria,
neste domingo (28), para manter as prisões preventivas de Antônio
Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS) e do empresário Maurício
Camisotti, investigados no caso da fraude contra aposentados e
pensionistas.
O julgamento virtual teve início na sexta-feira (26). A Segunda Turma é
formada pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias

Toffoli, Edson Fachin e Nunes Marques. Votaram pela manutenção
das prisões os ministros Nunes Marques, Edson Fachin e André
Mendonça.
O ministro Gilmar Mendes se declarou impedido de julgar o caso, sem
especificar o motivo. O julgamento termina na próxima sexta-feira (3).
Segundo as investigações da Polícia Federal, Antunes seria um dos
cabeças do esquema. Ele agia como intermediário das entidades que
faziam descontos irregulares dos beneficiários e captava os recursos
resultantes desses débitos. Para tanto, pagava propinas a servidores
do INSS. Ele teria movimentado R$ 24,5 milhões em apenas cinco
meses, valor incompatível com sua renda.
Leia também:  CPMI: Careca do INSS tenta se descolar de fraude
Na semana passada, o Careca do INSS foi ouvido pela CPMI do INSS e
procurou se desvencilhar do esquema
Maurício Camisotti é investigado como um dos beneficiários finais das
fraudes envolvendo associações ligadas aos beneficiários, bem como
de lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de ser sócio oculto da
Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos
(Ambec), uma das principais entidades investigadas no caso.
Ambos os suspeitos estão presos preventivamente desde 12 de
setembro, após operação deflagrada pela Polícia Federal.
Estimativa da Controladoria-Geral da União (CGU) indica o desvio de
mais de R$ 6 bilhões entre 2019 — durante o governo de Jair
Bolsonaro (PL) — e 2024. Sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, governo federal iniciou o processo de investigação e
ressarcimento, ainda em andamento, dos aposentados e pensionistas
prejudicados. Até este mês, foram devolvidos mais de R$ 1,5 bilhão.

Fonte: Vermelho

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