STF começa ouvir na próxima semana os réus na ação penal da trama golpista
A Primeira Turma do Supremo concluiu as oitivas com as testemunhas
de defesa. Nesta segunda-feira (2), o último a depor foi o senador
Rogério Marinho (PL-RN)
por Iram Alfaia
Publicado 02/06/2025 17:30 | Editado 02/06/2025 18:12
Alexandre de Moraes. Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),
marcou para a próxima semana o início dos depoimentos dos réus da
ação penal que investiga a tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro
e mais sete aliados.
A Primeira Turma do Supremo concluiu as oitivas com as testemunhas
de defesa. Nesta segunda-feira (2), o último a depor foi o senador
Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional de
Bolsonaro.
Bolsonarista raiz, o parlamentar contou que o ex-presidente estava
supostamente preocupado com os “excessos” de apoiadores nas ruas.
“Eu via o presidente preocupado para não haver o bloqueio de rodovias,
não prejudicasse a vida das pessoas, nada para atrapalhar a economia
ou a mudança do comando do país”, disse.
Na outra fase, o primeiro a depor será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-
ajudante de ordens de Bolsonaro, que delatou o esquema da
organização criminosa.
Depois, serão ouvidos em ordem alfabética: Alexandre Ramagem (ex-
diretor da Abin); Almir Garnier (ex-comandante da Marinha); Anderson
Torres (ex-ministro da Justiça); Augusto Heleno (ex-ministro do GSI); Jair
Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa); e Walter
Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).
Com exceção de Braga Netto, que se encontra preso – ele vai depor por
videoconferência – , os demais serão ouvidos presencialmente.
Os acusados do chamado “Núcleo Crucial” da organização respondem
pelos crimes de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
Golpe de Estado, Organização criminosa, Dano qualificado ao patrimônio
da União e Deterioração de patrimônio tombado.
Fonte: Vermelho

