Centrais sindicais iniciam Jornada de Lutas, rumo ao 1º de Maio
Com atividades promovidas a partir desta terça (8), entidades sindicais
intensificam mobilização para a Marcha da Classe Trabalhadora e o Dia
da Classe Trabalhadora, por Priscila Lobregatte.
Publicado 09/04/2025 12:17 | Editado 09/04/2025 17:51
Foto: reprodução/bancariosirece
Com o objetivo de intensificar o processo de mobilização para o 1º de
Maio, as centrais sindicais estão promovendo uma Jornada de Lutas ao
longo deste mês. A série de atividades teve início nesta terça-feira (8) e
acontecerá em diversas cidades do Brasil, culminando na Marcha da
Classe Trabalhadora em Brasília, dia 29, seguida pelo ato unificado do
Dia do Trabalhador.
Sob o lema “Por um Brasil Mais Justo: Solidário, Democrático, Soberano
e Sustentável”, centrais, federações, sindicatos e outras entidades da
área realizam debates, seminários e atividades culturais sobre a origem e
o significado do 1º de Maio e outros assuntos da atualidade que incidem
diretamente na vida da população.
Uma dessas atividades é promovida pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), com o apoio
das centrais. Trata-se da Jornada Nacional de Debates “Trabalho, Meio
Ambiente e Transição Justa – Rumo à COP 30”. Em pauta, os desafios
socioeconômicos da sustentabilidade e a preparação para a Conferência
do Clima da ONU, que acontece em Belém (PA), de 10 a 21 de
novembro.
O conjunto de debates começa nesta quarta (9) e se estende até o dia 29
nos 17 estados onde a instituição tem escritório, com as seguintes datas
e locais: dia 9 em São Paulo, Fortaleza e Aracaju; 11/4 em Goiânia; 15/4
no Recife, Rio de Janeiro e São José (SC); 16/4 em Salvador; 17/4 em
Natal; 22/4 em João Pessoa; 23/4 em Brasília e Porto Alegre; 24/4 em
Vitória, Belo Horizonte e Curitiba; 25/4 em Campo Grande e 29/4 em
Belém.
Leia também: 1º de Maio: centrais sindicais reforçam unidade contra
avanço da extrema direita
Um dos pontos altos de todo esse processo será a Marcha da Classe
Trabalhadora em Brasília, no dia 29 de abril. “Após a Marcha, faremos
uma assembleia para atualizar a Pauta da Classe Trabalhadora que será
base para a produção de um documento a ser entregue aos presidentes
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Câmara Federal, Deputado
Hugo Motta, do Senado Federal, Senador Davi Alcolumbre, do STF
(Supremo Tribunal Federal), Ministro Luiz Roberto Barroso, e do TST
(Tribunal Superior do Trabalho), Ministro Aloysio Corrêa da Veiga”,
informa nota conjunta das centrais CTB, CUT, Força Sindical, UGT,
NCST, CSB e Pública.
A jornada terminará com os eventos do Dia do Trabalhador e da
Trabalhadora, com shows e atividades culturais e esportivas em todo o
Brasil. Em São Paulo, o ato será na Praça Campo de Bagatelle.
Entre as principais reivindicações das centrais sindicais neste 1º de Maio
estão:
Redução da jornada de trabalho sem redução salarial;
Fim da carestia;
Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil;
Redução dos juros e mais investimentos para gerar empregos;
Valorização do salário mínimo;
Igualdade salarial entre homens e mulheres;
Aposentadoria digna;
Valorização do servidor público.
Fonte: Vermelho

