Economia está madura para redução da jornada de trabalho máxima, diz ministro
A proposta está em tramitação no Congresso Nacional por meio de diferentes
projetos
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que vê com “bons
olhos” a redução da jornada máxima de trabalho no Brasil e que “a economia está
madura” para isso. As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 7, em sessão da
Comissão de Trabalho na Câmara dos Deputados.
Marinho disse que há papéis diferenciados do governo e do Legislativo nesse
debate. Cabe a ele, como ministro, dialogar com empregadores e trabalhadores
para chegar a um “patamar saudável”, afirmou. “Eu vejo, pessoalmente, e
também como ministro, que a economia está madura para uma redução da
jornada máxima no Brasil. Hoje, nós temos 44 horas semanais”, declarou.
Marinho prosseguiu: “Nós temos que ter serenidade, mas a minha opinião é que
esse é o pior turno de 44 horas semanais. É um turno cruel, em especial para as
trabalhadoras. Portanto, nós enxergamos com muito bons olhos a gente
conseguir um processo gradativo que saia dessa crueldade aos trabalhadores e
chegue num patamar saudável no ambiente de trabalho.”
O ministro afirmou ainda ter preocupação com o desenvolvimento de problemas
psíquicos nos trabalhadores por conta do tamanho da jornada. “O ambiente hostil
do trabalho leva a problemas mentais”, disse.
A proposta de redução da jornada de trabalho foi defendida pelo presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento em TVs e rádios em 30
de abril. “Nós vamos aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho
vigente no País, em que o trabalhador e a trabalhadora passam seis dias no
serviço e têm apenas um dia de descanso. A chamada jornada 6 por 1”, declarou
o petista, na ocasião.
A proposta está em tramitação no Congresso Nacional por meio de diferentes
projetos. O último foi protocolado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP),
na forma de proposta de emenda à Constituição (PEC).
Fonte: Estadão Conteúdo

