Empregos com carteira assinada e informais batem recordes
Destaques foram indústria, construção e outros serviços
O recorde de emprego registrado no trimestre encerrado em outubro deste ano
(103,6 milhões) foi provocado pelo desempenho tanto dos postos com carteira
assinada quanto por aqueles sem carteira. O número de empregados no setor
privado com carteira (exceto trabalhadores domésticos) atingiu 39 milhões, o
maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
Houve aumentos de 1,2% em relação ao trimestre anterior (encerrado em julho
deste ano) e de 3,7% na comparação com o trimestre encerrado em outubro do
ano passado.
Os empregos sem carteira assinada atingiram 14,4 milhões, também recorde na
série histórica. Os aumentos dos sem carteira foram ainda mais expressivos que
aqueles registrados pelos empregos com carteira: altas de 3,7% na comparação
trimestral e 8,4% na comparação anual.
“No emprego com carteira no setor privado, a gente destaca a indústria que,
expandindo, traz consigo o crescimento com carteira. No caso do emprego sem a
carteira assinada, a gente tem, influenciando esse crescimento, a expansão
verificada na construção e nos outros serviços”, explica a pesquisadora do IBGE
Adriana Beringuy.
A população informal, que inclui trabalhadores sem carteira e aqueles por conta
própria sem CNPJ, chegou a 40,3 milhões, um crescimento de 2,1% em relação
ao trimestre anterior, um aumento superior ao registrado pela população ocupada
total (1,5%).
A taxa de informalidade, isto é, o percentual de trabalhadores informais em
relação ao total da população ocupada, foi de 38,9%, ante 38,7 % no trimestre
encerrado em julho e 39,1 % no mesmo trimestre de 2023.
Atividades
Na comparação com o trimestre anterior, os setores que mais se destacaram na
geração de postos de trabalho foram a indústria (2,9%), construção (2,4%) e
outros serviços (3,4%). Nenhuma atividade apresentou queda nesse tipo de
comparação.
Em relação ao trimestre encerrado em outubro do ano passado, foram registradas
altas na indústria (5%), construção (5,1%), comércio (3,3%), transporte,
armazenagem e correio (5,7%), informação e comunicação (4,5%),
administração pública, saúde e educação (4,4%) e outros serviços (7,2%).
Apenas agricultura apresentou perda de postos (-5,3%).
Segundo a Pnad Contínua, o nível de ocupação, que representa o percentual de
pessoas ocupadas em relação àquelas em idade de trabalhar, subiu para 58,7%,
outro recorde da série histórica.
Matéria completa: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-
11/empregos-com-carteira-assinada-e-informais-batem-recordes
Fonte: Agência Brasil

