Saiba quem é Wolney Queiroz, novo ministro da Previdência
Novo titular da pasta substitui Carlos Lupi, que caiu após escândalo bilionário de
fraudes no INSS.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (2) a
nomeação de Wolney Queiroz como novo ministro da Previdência Social. Ele
substitui Carlos Lupi, que pediu demissão após uma investigação da
Controladoria-Geral da União (CGU) e e da Polícia Federal (PF) desmontar um
esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que
é vinculado à pasta.
Atual secretário-executivo do ministério – na prática, o nº 2 da pasta -, Queiroz já
vinha atuando em decisões estratégicas. O novo ministro esteve ao lado de Lupi
na gestão da Previdência desde o início do atual governo e participou de reuniões
nas quais foram relatadas as fraudes, ainda em 2023. É filiado ao PDT, partido
presidido por Carlos Lupi.
Trajetória política
Natural de Caruaru (PE), Wolney Queiroz Maciel nasceu em 12 de dezembro de
1972 e ingressou na política ainda jovem, aos 19 anos, quando se filiou ao PDT.
No ano seguinte, elegeu-se vereador em sua cidade natal. Já em 1994, foi eleito
deputado federal, cargo que exerceu por seis mandatos consecutivos.
Durante sua trajetória parlamentar, Queiroz ocupou postos de liderança na
bancada do PDT, como a vice-liderança do partido na Câmara e, mais
recentemente, a liderança da oposição ao governo Jair Bolsonaro em 2022.
Naquele ano, porém, não conseguiu se reeleger para o Congresso Nacional.
Atualmente, além de ministro, preside o PDT em Pernambuco.
Crise no INSS e saída de Lupi
A troca no comando do Ministério da Previdência ocorre durante a crise provocada
pela revelação de um esquema de fraudes em benefícios pagos pelo INSS.
Segundo investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União,
associações cadastravam beneficiários sem autorização, utilizando assinaturas
falsas para descontar mensalidades dos valores pagos a aposentados e
pensionistas.
O prejuízo estimado com a fraude pode chegar a R$ 6,3 bilhões, com vítimas
identificadas desde 2019. Parte do esquema teria se mantido até 2024, já no
atual governo. A revelação das irregularidades levou ao afastamento e posterior
demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros cinco
servidores. Seis pessoas ligadas a uma associação de Sergipe foram presas.
Fonte: Congresso em Foco

